Recortes do Diário Oficial

 

Publicado em 28/01/2010

Legislação Estadual
Resolução SE Nº 09/2010

Dispõe sobre a definição de perfis de competências e habilidades requeridos dos Professores de Educação Básica II – PEB II, e de Educação Especial, bem como da bibliografia para o concurso de ingresso em 2010

O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou o Comitê Gestor de elaboração de provas, de que trata a Resolução SE 69/2009,

Resolve:

Art. 1º - Aprova-se o Anexo que integra esta resolução com a indicação dos perfis de habilidades e competências requeridos de Professores de Educação Básica II - PEB-II, e de Educação Especial, bem como da bibliografia básica, para o concurso de ingresso de 2010.

Art. 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

ANEXO:
Concurso de Ingresso de Professores 2010
PEB II
Perfis Profissionais e
Referências Bibliográficas
26 de Janeiro de 2010
SUMÁRIO
1 PERFIL DOS PROFESSORES PEB-II 4
1.1 Parte Geral comum a todas as áreas 4
1.1.1 O professor PEB-II deve apresentar o seguinte perfil 6
1.1.2 Habilidades do professor PEB-II 8
1.1.3 Bibliografia para Parte Geral 9
1.1.4 Documentos para Parte Geral 11
1.1.5 Legislação Básica 12
1.2 Perfil desejado para o professor de Língua Portuguesa 14
1.2.1 O professor de Língua Portuguesa deve apresentar o seguinte perfil: 14
1.2.2 Habilidades do professor de Língua Portuguesa 15
1.2.3 Bibliografia para Língua Portuguesa 17
1.2.4 Documentos para Língua Portuguesa 18
1.3 Perfil desejado para o professor de Arte 19
1.3.1 O professor de Arte deve apresentar o seguinte perfil: 19
1.3.2 Habilidades do professor de Arte 20
1.3.3 Bibliografia para Arte 23
1.3.4 Documentos para Arte 24
1.4 Perfil desejado para o professor de Educação Física 25
1.4.1 O professor de Educação Física deve apresentar o seguinte perfil: 25
1.4.2 Habilidades do professor de Educação Física 26
1.4.3 Bibliografia para Educação Física 27
1.4.4 Documentos para Educação Física 29
1.5 Perfil desejado para o professor de Língua Estrangeira Moderna - Inglês 30
1.5.1 O professor de Língua Estrangeira Moderna - Inglês deve apresentar
o seguinte perfil: 30
1.5.2 Habilidades do professor de Língua Estrangeira Moderna - Inglês 31
1.5.3 Bibliografia para Língua Estrangeira Moderna - Inglês 33
1.5.4 Documentos para Língua Estrangeira Moderna - Inglês 35
1.6 Perfil desejado para o professor de Matemática 36
1.6.1 O professor de Matemática deve apresentar o seguinte perfil: 36
1.6.2 Habilidades do professor de Matemática 37
1.6.3 Bibliografia para Matemática 40
1.6.4 Documentos para Matemática 42
1.7 Perfil desejado para o professor de Ciências 43
1.7.1 O professor de Ciências deve apresentar o seguinte perfil: 43
1.7.2 Habilidades do professor de Ciências 44
1.7.3 Bibliografia para Ciências 46
1.7.4 Documentos para Ciências 48
1.8 Perfil desejado para o professor de Física 49
1.8.1 O professor de Física deve apresentar o seguinte perfil: 49
1.8.2 Competências específicas do professor de Física 50
1.8.3 Habilidades do professor de Física 51
1.8.4 Bibliografia para Física 54
1.8.5 Documentos para Física 55
1.9 Perfil desejado para o professor de Química 57
1.9.1 O professor de Química deve apresentar o seguinte perfil: 57
1.9.2 Habilidades do professor de Química 58
1.9.3 Bibliografia para Química 62
1.9.4 Documentos para Química 63
1.10 Perfil desejado para o professor de Biologia 64
1.10.1 O professor de Biologia deve apresentar o seguinte perfil: 64
1.10.2 Habilidades do professor de Biologia 65
1.10.3 Bibliografia para Biologia 67
1.10.4 Documentos para Biologia 69
1.11 Perfil desejado para o professor de História 70
1.11.1 O professor de História deve apresentar o seguinte perfil: 70
1.11.2 Habilidades do professor de História 72
1.11.3 Bibliografia para História 74
1.11.4 Documentos para História 75
1.12 Perfil desejado para o professor de Geografia 76
1.12.1 O professor de Geografia deve apresentar o seguinte perfil: 77
1.12.2 Habilidades do professor de Geografia 78
1.12.3 Bibliografia para Geografia 80
1.12.4 Documentos para Geografia 81
1.13 Perfil desejado para o professor de Filosofia 83
1.13.1 O professor de Filosofia deve apresentar o seguinte perfil: 84
1.13.2 Habilidades do professor de Filosofia 85
1.13.3 Bibliografia para Filosofia 87
1.13.4 Documentos 88
1.14 Perfil desejado para o professor de Sociologia 89
1.14.1 O professor de Sociologia deve apresentar o seguinte perfil: 89
1.14.2 Habilidades do professor de Sociologia 90
1.14.3 Bibliografia para Sociologia 92
1.14.4 Documentos para Sociologia 94

2 PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 95
2.1 O professor de Educação Especial deve apresentar o seguinte perfil 95
2.2 Habilidades do professor de Educação Especial 96
2.2.1 Deficiência Física 96
2.2.2 Deficiência Auditiva 96
2.2.3 Deficiência Visual 97
2.2.4 Deficiência Intelectual 97
2.3 Bibliografia para Educação Especial 97
2.3.1 Deficiências/Inclusão - Geral 97
2.3.2 Deficiência Auditiva 98
2.3.3 Deficiência Física 98
2.3.4 Deficiência Mental 98
2.3.5 Deficiência Visual 99
2.4 Documentos para Educação Especial 99
2.4.1 Deficiências/Inclusão - Geral 99
2.4.2 Deficiência Auditiva 100
2.4.3 Deficiência Física 100
2.4.4 Deficiência Mental 101
2.4.5 Deficiência Visual 101
2.5 Legislação para Educação Especial 102
2.5.1 Federal 102
2.5.2 Estadual 102

1 PERFIL DOS PROFESSORES PEB-II
1.1 Parte Geral comum a todas as áreas
* Cultura geral e profissional
Uma cultura geral ampla favorece o desenvolvimento da
sensibilidade, da imaginação, a possibilidade de produzir significados
e interpretações do que se vive e de fazer conexões
– o que, por sua vez, potencializa a qualidade da intervenção
educativa.
Do modo como é entendida aqui, cultura geral inclui um
amplo espectro de temáticas: familiaridade com as diferentes
produções da cultura popular e erudita e da cultura de massas
e atualização em relação às tendências de transformação do
mundo contemporâneo.
A cultura profissional, por sua vez, refere-se àquilo que é
próprio da atuação do professor no exercício da docência. Fazem
parte desse âmbito temas relativos às tendências da educação e
do papel do professor no mundo atual.
* Conhecimentos sobre a dimensão cultural, social, política
e econômica da educação
Este âmbito, bastante amplo, refere-se a conhecimentos
relativos à realidade social e política brasileira e a sua repercussão
na educação, ao papel social do professor, à discussão das
leis relacionadas à infância, adolescência, educação e profissão,
às questões da ética e da cidadania, às múltiplas expressões
culturais e às questões de poder associadas a todos esses temas.
Diz respeito, portanto, à necessária contextualização dos
conteúdos, assim como o tratamento dos Temas Transversais
– questões sociais atuais que permeiam a prática educativa
como ética, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho,
consumo e outras – seguem o mesmo princípio: o compromisso
da educação básica com a formação para a cidadania e buscam
a mesma finalidade: possibilitar aos alunos a construção de
significados e a necessária aprendizagem de participação social.
Igualmente, políticas públicas da educação, dados estatísticos,
quadro geral da situação da educação no país, relações
da educação com o trabalho, relações entre escola e sociedade
são informações essenciais para o conhecimento do sistema
educativo e, ainda, a análise da escola como instituição – sua
organização, relações internas e externas – concepção de comunidade
escolar, gestão escolar democrática, Conselho Escolar e
projeto pedagógico da escola, entre outros.
* Conhecimento pedagógico
Este âmbito refere-se ao conhecimento de diferentes concepções
sobre temas próprios da docência, tais como, currículo
e desenvolvimento curricular, transposição didática, contrato
didático, planejamento, organização de tempo e espaço, gestão
de classe, interação grupal, criação, realização e avaliação das
situações didáticas, avaliação de aprendizagens dos alunos,
consideração de suas especificidades, trabalho diversificado,
relação professor-aluno, análises de situações educativas e de
ensino complexas, entre outros. São deste âmbito, também,
as pesquisas dos processos de aprendizagem dos alunos e os
procedimentos para produção de conhecimento pedagógico
pelo professor.
* Conhecimentos sobre crianças, jovens e adultos
A formação de professores deve assegurar o conhecimento
dos aspectos físicos, cognitivos, afetivos e emocionais do desenvolvimento
individual tanto de uma perspectiva científica quanto
à relativa às representações culturais e às práticas sociais
de diferentes grupos e classes sociais. Igualmente relevante é
a compreensão das formas diversas pelas quais as diferentes
culturas atribuem papéis sociais e características psíquicas a
faixas etárias diversas.
A formação de professores deve assegurar a aquisição
de conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e sobre
a forma como diferentes culturas caracterizam as diferentes
faixas etárias e sobre as representações sociais e culturais
dos diferentes períodos: infância, adolescência, juventude e
vida adulta. Igualmente importante é o conhecimento sobre
as peculiaridades dos alunos que apresentam necessidades
educacionais especiais.
Para que possa compreender quem são seus alunos e
identificar as necessidades de atenção, sejam relativas aos
afetos e emoções, aos cuidados corporais, de nutrição e saúde,
sejam relativas às aprendizagens escolares e de socialização,
o professor precisa conhecer aspectos psicológicos que lhe
permitam atuar nos processos de aprendizagem e socialização;
ter conhecimento do desenvolvimento físico e dos processos
de crescimento, assim como dos processos de aprendizagem
dos diferentes conteúdos escolares em diferentes momentos do
desenvolvimento cognitivo, das experiências institucionais e do
universo cultural e social em que seus alunos se inserem. São
esses conhecimentos que o ajudarão a lidar com a diversidade
dos alunos e a trabalhar na perspectiva da escola inclusiva.
É importante que, independentemente da etapa da escolaridade
em que o futuro professor vai atuar, ele tenha uma visão
global sobre esta temática, aprofundando seus conhecimentos
sobre as especificidades da faixa etária e das práticas dos diferentes
grupos sociais com a qual vai trabalhar.
1.1.1 o professor PEB-II deve apresentar o seguinte perfil
1. Compreender o processo de sociabilidade e de ensino
e aprendizagem na escola e nas suas relações com o contexto
no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele.
2. Situar a escola pública no seu ambiente institucional e
explicar as relações (hierarquias, articulações, obrigatoriedade,
autonomia) que ela mantém com as diferentes instâncias da
gestão pública, utilizando conceitos tais como:
* sistema de ensino; sistema de ensino estadual e municipal;
* âmbitos da gestão das políticas educacionais - nacional,
estadual e municipal, MEC, Secretarias Estaduais e Municipais,
Conselho Nacional de Educação;
* legislação básica da educação: LDB, diretrizes curriculares
nacionais, atos normativos da Secretaria de Estado da Educação
de São Paulo e papel do Conselho Estadual de Educação de SP;
* carreira do magistério – legislação e mudanças recentes.
3. Reconhecer a importância de participação coletiva e
cooperativa na elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação
da Proposta Pedagógica e curricular da escola, identificando
formas positivas de atuação em diferentes contextos da prática
profissional, além da sala de aula.
4. Compreender a natureza dos fatores socioeconômicos
que afetam o desempenho do aluno na escola e identificar ações
para trabalhar com esses impactos externos, seja no sentido de
aproveitá-los como enriquecimento dos conteúdos curriculares
seja no sentido de atenuar eventuais efeitos negativos.
5. Compreender o significado e a importância do currículo
para garantir que todos os alunos façam um percurso básico
comum e aprendam as competências e habilidades que têm o
direito de aprender.
6. Diante de informações gerais sobre a escola, a idade da
turma, a etapa (Fundamental ou Médio) e o ano/série, bem como
sobre os recursos pedagógicos existentes e outras condições
pertinentes da escola, propor sequências didáticas de sua disciplina,
nas quais sejam explicitadas e explicadas. O que o aluno
deverá aprender com a situação proposta:
* o conteúdo a ser assimilado e as competências e habilidades
a ele associados;
* as estratégias a serem adotadas;
* os materiais e recursos de apoio à aprendizagem;
* as formas de agrupamento dos alunos nas atividades
previstas;
* as atividades de professor e aluno distribuídas no tempo,
de modo a ficar claro o percurso a ser realizado para que a
aprendizagem aconteça;
* o tipo de acompanhamento que o professor deve fazer
ao longo do percurso;
* as estratégias de avaliação e as possíveis estratégias de
recuperação na hipótese de dificuldades de aprendizagem.
7. Demonstrar domínio de conceitos que envolvem as
questões sobre violência na escola e no seu entorno, de bulling
e de indisciplina geral.
8. Incentivar o desenvolvimento do espírito crítico dos
alunos e de toda a comunidade escolar, preparando-os para
enfrentar os conflitos sociais, as desigualdades, o racismo, o
preconceito e à questão ambiental.
9. Compreender os mecanismos institucionais de monitoramento
de desempenho acadêmico dos alunos, ao longo de sua
trajetória escolar, tais como:
* organização em ciclos;
* progressão continuada;
* recuperação da aprendizagem conforme organizado no
sistema de ensino público do Estado de São Paulo.
10. Demonstrar domínio de processos de ação e investigação
que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica.
1.1.2 Habilidades do professor PEB-II
1. Identificar as novas demandas que a sociedade do conhecimento
está colocando para a educação escolar.
2. Identificar formas de atuação docente, possíveis de
serem implementadas, considerando o contexto das políticas de
currículo da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, nas
dimensões sala de aula e escola.
3. Identificar a composição, os papéis e funções da equipe
de uma escola e as normas que devem reger as relações entre
os profissionais que nela trabalham.
4. Reconhecer principais leis e normas que regulamentam a
profissão de professor, sendo capaz de identificar as incumbências
do professor, tal como prescritas pelo Art. 13 da LDB, em
situações concretas que lhe são apresentadas.
5. Diante de um problema de uma escola caracterizada,
indicar os aspectos que devem ser discutidos e trabalhados
coletivamente pela equipe escolar.
6. Identificar os diferentes componentes da Proposta Pedagógica.
7. Identificar práticas educativas que leve em conta as
características dos alunos e de seu meio social, seus temas e
necessidades do mundo contemporâneo e os princípios, prioridades
e objetivos da Proposta Pedagógica.
8. Compreender as fases de desenvolvimento da criança
e do jovem e associar e explicar como a escola e o professor
devem agir para adequar o ensino e promover a aprendizagem
em cada uma dessas etapas.
9. Identificar e justificar a importância dos organizadores de
situações de aprendizagem (competências e habilidades que os
alunos deverão constituir; conteúdos curriculares selecionados;
atividades do aluno e do professor; avaliação e recuperação).
10. Reconhecer estratégias para gerenciar o tempo em sala
de aula, nas seguintes situações, considerando a diversidade dos
alunos, os objetivos das atividades propostas e as características
dos próprios conteúdos:
* Existência de alunos que aprendem mais depressa e
alunos mais lentos;
* Tempo insuficiente para dar conta do conteúdo previsto
no plano de trabalho (anual, bimestral, semanal);
* Sugerir e explicar formas de agrupamento dos alunos,
indicando as situações para as quais são adequadas.
11. Utilizar estratégias e instrumentos diversificados de
avaliação da aprendizagem e, a partir de seus resultados, reconhecer
propostas de intervenção pedagógica, considerando o
desenvolvimento de diferentes capacidades dos alunos;
12. Compreender o significado das avaliações externas –
nacionais e internacionais – que vêm sendo aplicadas no Brasil
e reconhecer alcances e limites do uso dos resultados que o país
vem apresentando nessas avaliações na última década.
13. Identificar as principais características do SARESP após
suas modificações de 2007.
14. Interpretar adequadamente o IDESP – como se constrói,
para que serve, o que significa para a educação escolar paulista.
15. Diante de situações-problema relativas às relações
interpessoais que ocorrem na escola, identificar a origem do
problema e as possíveis soluções.
16. Identificar os diferentes componentes que organizam
os planos de ensino dos professores, nas diferentes disciplinas.
17. Identificar estratégias preventivas e precauções que
serão utilizadas no âmbito da escola e nos planos de cada
professor, em relação aos temas de violência na escola e no
entorno dela.
18. Reconhecer a existência de diferentes formas de violência:
simbólica, física e psicológica.
19. Caracterizar as diferentes modalidades de recuperação
da aprendizagem e seus objetivos específicos.
20. Identificar as principais características do regime de
progressão continuada e as vantagens apresentadas na legislação,
que institui a organização escolar em ciclos, do sistema de
ensino público do Estado de São Paulo.
1.1.3 Bibliografia para Parte Geral
1. ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a
educação: epistemologia e didática. Piracicaba: Unimep, 2001.
2. BEAUDOIN, M.-N.; TAYLOR, M. Bullying e desrespeito:
como acabar com essa cultura na escola. Porto Alegre: Artmed,
2006.
3. CASTRO, Maria Helena Guimarães de. Sistemas Nacionais
de Avaliação e de Informações Educacionais. São Paulo em
Perspectiva, São Paulo, v.14, n. 1, p.121-128, 2000. Disponível
em: <http://www.seade.gov.br/produtos/spp/v14n01/v14n01-
13.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
4. CHRISPINO, Álvaro. Gestão do conflito escolar: da classificação
dos conflitos aos modelos de mediação. Ensaio: aval.
pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 15, n. 54, p. 11-28, jan./mar.
2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v15n54/
a02v1554.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2010.
5. COLL, César et al. O construtivismo na sala de aula. São
Paulo: Ática, 2006.
6. CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São
Paulo: Cortez, 2002.
7. DELORS, Jacques et al. Educação: um tesouro a descobrir.
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/ue000009.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
8. HARGREAVES, Andy. O ensino na sociedade do conhecimento:
educação na era da insegurança. Porto Alegre: Artmed,
2003.
9. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do
caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.
10. LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível,
o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
11. MARZANO, Robert J.; PICKERING, Debra J.; POLLOCK,
Jane E. O ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências
para melhorar o desempenho dos alunos. Porto Alegre:
Artmed, 2008.
12. PERRENOUD, Philippe. 10 novas competências para
ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
13. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional.
Petrópolis: Vozes, 2002.
14. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem:
práticas de mudança: por uma praxis transformadora.
São Paulo: Libertad, 2003.
15. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar.
Porto Alegre: Artmed, 1998.
1.1.4 Documentos para Parte Geral
1. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Fundamental. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/pceb004-
98.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Médio - Parecer 15/98.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/
pceb015-98.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010
3. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino Fundamental
Ciclo II e Ensino Médio: documento de apresentação. São Paulo:
SE, 2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/
portais/Portals/18/arquivos/PropostaCurricularGeral-Internetmd.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
4. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Matrizes de
referência para avaliação: documento básico; SARESP. São Paulo:
SEE, 2009. Disponível em: <http://saresp2009.edunet.sp.gov.br/
pdf/Saresp2008-MatrizRefAvaliação-DocBasico-Completo.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
5. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do
currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2008. v.
1. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL1.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
6. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do
currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2008. v.
2. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL2.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
7. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do
currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2008. v.
3. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL3.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
8. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do
currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2009. v.
1. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL4.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
9. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do
currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2009. v.
2. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL5.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
10. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão
do currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2009.
v. 3. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/CG-VOL6.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
11. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Programa
de qualidade da escola: nota técnica. São Paulo: SE, 2009.
Disponível em: <http://idesp.edunet.sp.gov.br/Arquivos/NotaTecnicaPQE2008.
pdf> Acesso em 26 jan. 2010.
1.1.5 Legislação Básica
1. LEI COMPLEMENTAR N.º 1.078, de 17 de dezembro de
2008 - Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da
Secretaria da Educação, e dá providências correlatas. Disponível
em: <http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/notas/LEICOMP1078-
08.HTM> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. LEI COMPLEMENTAR N.º 1.097, de 27 de outubro de
2009 - Institui o Sistema de Promoção para os integrantes do
Quadro do Magistério na Secretaria da Educação e dá outras
providências. Disponível em: <http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/
arquivos/notas/LEICOMP1097-09.HTM> Acesso em: 26
jan. 2010.
3. DELIBERAÇÃO CEE nº 9/97 e Indicação CEE nº 8/97 -
Institui, no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo, o Regime
de Progressão Continuada no Ensino Fundamental. Disponíveis
em: <http://www.ceesp.sp.gov.br/Deliberações/de-09-97.htm>
Acesso em: 26 jan. 2010.
4. PARECER CEE nº 67/1998 - Normas Regimentais Básicas
para as Escolas Estaduais. Disponível em: <http://www.ceesp.
sp.gov.br/Pareceres/pa-67-98.htm> Acesso em: 26 jan. 2010.
5. RESOLUÇÃO SE N.º 92/2009, de 8 de dezembro de 2009.
Dispõe sobre estudos de recuperação aos alunos do ciclo I do
ensino fundamental das escolas da rede pública estadual. Disponível
em: <http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/92-09.
HTM> Acesso em: 26 jan. 2010.
6. INSTRUÇÃO CENP N.º 1/2010, de 11 de janeiro de 2010.
Dispõe sobre o processo de recuperação de estudos de alunos
do Ciclo II do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, nas
escolas da rede estadual de ensino. Disponível em: <http://www.
crmariocovas.sp.gov.br/Downloads/Instrução-CENP-01-010.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
1.2 Perfil desejado para o professor de Língua Portuguesa
Ensinar português é respeitar, antes de tudo, a língua que
o aluno traz. É saber não emudecê-lo em sua enunciação. É
interagir com seus enunciados, fazendo aí ampliar a palavra que
garante a expressão genuína da relação eu-outro.
Esse professor e esse aluno devem construir juntos saberes
e fazeres que os levem a compartilhar conhecimentos da língua
e da literatura, vivenciar experiências tanto na grandeza da
dimensão social, quanto no mergulho das singularidades do eu.
Só assim se constroem sentidos e significados.
Só assim se tece a ética da convivência, firmada no compromisso
da liberdade.
Saber lidar com o movimento pendular entre teoria e prática,
tendo como norte o ato didático, é buscar intencionalidades
para que os conteúdos sejam problematizados e as formas
ajustadas em processos de criação.
1.2.1 o professor de Língua Portuguesa deve apresentar o
seguinte perfil:
1. Conhecer, compreender e problematizar o fenômeno
linguístico e o literário nas dimensões discursiva, semântica,
gramatical e pragmática.
2. Construir um olhar dialético, no espaço didático, entre
o que é intrinsecamente linguístico e as instâncias subjetivas
e sociais.
3. Reconhecer as múltiplas possibilidades de construção de
sentidos, em situações de produção e recepção textuais.
4. Construir intertextualidades, analisando tema, estrutura
composicional e estilo de objetos culturais em diferentes linguagens,
tais como literatura, pintura, escultura, fotografia e textos
do universo digital.
5. Reconhecer os pressupostos teóricos que embasam os
conceitos fundantes da disciplina na práxis didática dos processos
de ensino-aprendizagem.
6. Ampliar sua história de leitor, desenvolvendo maior autonomia
e fruição estética.
7. Refletir sobre a prática docente, articulando dialogicamente
os sujeitos envolvidos, os materiais pedagógicos, as
metodologias adequadas e os procedimentos de avaliação.
8. Reconhecer o ato didático como processo dinâmico de
investigação, intencionalidade e criação.
9. Saber criar situações didáticas que favoreçam a autonomia,
a liberdade e a sensibilidade do aluno.
10. Desenvolver uma atuação profissional pautada pela
ética e pela responsabilidade das interações sociais.
1.2.2 Habilidades do professor de Língua Portuguesa
1. Estabelecer relações entre diferentes teorias sobre a linguagem,
reconhecendo a pluralidade da natureza, da gênese e
da função de formas de expressão verbais e não verbais.
2. Reconhecer a língua como fonte de legitimação de acordos
e condutas sociais e de experiências humanas manifestas
nas formas de sentir, pensar e agir na vida social, com base na
análise de sua constituição e representação simbólica.
3. Identificar e justificar marcas de variação linguística,
relativas aos fatores geográficos, históricos, sociológicos e técnicos;
às diferenças entre a linguagem oral e a escrita; à seleção
de registro em situação interlocutiva (formal, informal); aos
diversos componentes do sistema linguístico em que a variação
se manifesta: na fonética, no léxico, na morfologia e na sintaxe.
4. Justificar a presença de variedades linguísticas em
registros de fala e de escrita, nos seguintes domínios: sistema
pronominal; sistema de tempos verbais e emprego dos tempos
verbais; casos de concordância e regência nominal e verbal para
recuperação de referência e manutenção da çõesão do texto.
5. Analisar as implicações discursivas decorrentes de possíveis
relações estabelecidas entre forma e sentido, por meio de
recursos expressivos: utilização de recursos sintáticos e morfológicos
que permitam alterar o sentido da sentença para expressar
diferentes pontos de vista.
6. Identificar e justificar o uso de recursos linguísticos
expressivos em textos, relacionando-os às intenções do enunciador,
articulando conhecimentos prévios e informações textuais,
inclusive as que dependem de pressuposições e inferências
(semânticas e pragmáticas) autorizadas pelo texto, para explicar
ambiguidades, ironias e expressões figuradas, opiniões e valores
implícitos, bem como as intenções do enunciador/autor.
7. Analisar, comparar e justificar os diferentes discursos,
em língua falada e em língua escrita, observando sua estrutura,
sua organização e seu significado relacionado às condições de
produção e recepção.
8. Articular informações linguísticas, literárias e culturais,
estabelecendo relações entre linguagem e cultura, comparando
situações de uso da língua em diferentes contextos históricos,
sociais e espaciais e reconhecendo as variedades linguísticas
existentes e os vários níveis e registros de linguagem.
9. Relacionar o texto literário com os problemas e concepções
dominantes na cultura do período em que foi escrito e com
os problemas e concepções do momento presente.
10. Analisar criticamente as obras literárias, não somente
por meio de uma interpretação derivada do contato direto com
elas, mas também pela aplicação das categorias de diferentes
obras de crítica e de teoria literárias.
11. Analisar criticamente textos literários e identificar a
intertextualidade (gêneros, temas e representações) nas obras
da literatura em língua portuguesa.
12. Estabelecer e discutir as relações dos textos literários
com outros tipos de discurso e com os contextos em que se
inserem.
13. Reconhecer e valorizar a expressão literária popular,
estabelecendo diálogos intertextuais com a produção literária
erudita, identificando e justificando pela análise de texto, formas
e modos de representação linguística do imaginário coletivo e
da cultura.
14. Identificar as características de textos em linguagens
verbais e não verbais, analisando e comparando suas especificidades
na transposição de uma para outra.
15. Analisar criticamente propostas curriculares de Língua
e Literatura para a Educação Básica, identificando os pressupostos
teóricos no processo de ensino-aprendizagem de Língua
Portuguesa, com base na metodologia indicada no Currículo do
Estado de São Paulo para Língua Portuguesa.
16. Identificar a aplicação adequada de diferentes experiências
didáticas para solucionar problemas de ensino-aprendizagem
de produção de texto escrito na escola, justificando os
elementos relevantes e as estratégias utilizadas.
17. Identificar e justificar o uso adequado de diferentes
teorias e métodos de leitura, em análise de casos, para resolver
problemas relacionados ao ensino-aprendizagem de leitura na
escola.
18. Identificar e justificar o uso de materiais didáticos em
diferentes experiências de ensino-aprendizagem de língua e
literatura, reconhecendo os elementos relevantes e as estratégias
adequadas.
19. Identificar e justificar estratégias de ensino, em análise
de casos, que favoreçam o processo criativo e a autonomia do
aluno.
20. Justificar estratégias de ensino, em análises de casos,
que possibilitem a fruição estética de objetos culturais.
1.2.3 Bibliografia para Língua Portuguesa
1. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo:
Martins Fontes, 2003.
2. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São
Paulo: Cultrix, 1997.
3. CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. 10. ed. São
Paulo: Ouro sobre Azul, 2008.
4. COLOMER, Teresa; CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a
compreender. Porto Alegre: Artmed, 2002.
5. EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução.
São Paulo: Martins, 2006.
6. FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social.
Brasília: UNB, 2008.
7. KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da
leitura. Campinas: Pontes, 2005.
8. KOCH, Ingedore G. Villaça. O texto e a construção dos
sentidos. São Paulo: Contexto, 2008.
9. MARCUSCHI, Luiz Antônio: da fala para a escrita: atividades
de retextualização. São Paulo: Cortez, 2007.
10. MARTINS, Nilce Sant’anna. Introdução à estilística: a
expressividade na Língua Portuguesa. São Paulo: EDUSP, 2008.
11. MOISES, Massaud. A literatura portuguesa. São Paulo:
Cultrix, 2008.
12. NOLL, Volker. O português brasileiro: formação e contrastes.
São Paulo: Globo, 2008.
13. SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros orais e escritos na
escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
14. SOUZA, Mauro Wilton de (org.). Sujeito, o lado oculto do
receptor. São Paulo: Brasiliense, 1995.
1.2.4 Documentos para Língua Portuguesa
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Língua
Portuguesa para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio.
São Paulo: SE, 2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.
sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop-LP-COMP-redmd-
20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.3 Perfil desejado para o professor de Arte
A Arte é área de trânsito entre fronteiras do conhecimento.
As diversas linguagens artísticas são manifestações da
dimensão simbólica do ser humano. A articulação das diversas
linguagens (gestual, visual, sonora, corporal, verbal) e seus usos
cotidianos se reflete na especificidade da experiência estética
através das formas de Arte, que geram um tipo particular de
conhecimento, diferente dos conhecimentos científicos, filosóficos,
religiosos, um conhecimento humano, articulado no âmbito
da sensibilidade, da percepção, da imaginação e da cognição.
O processo de ensino-aprendizagem da arte pressupõe
um professor capaz de refletir acerca de sua prática e de agir
intencionalmente, guiando-se por princípios éticos e humanísticos,
um professor que se revê no processo, aperfeiçoa-se na
práxis educadora e constrói-se com seus alunos. Sua prática é
inovadora, feita de materiais objetivos e subjetivos, do sonho e
da realidade, do possível e do utópico, e está fundamentada em
conhecimentos construídos durante sua trajetória.
Como agente do processo de produção e recepção, o professor
concebe a aula de Arte como proposições de experiências
estéticas e artísticas, organizadas em torno do princípio dialógico,
atento às histórias de vida de seus educandos e ao seu direito
de conhecer e desfrutar do patrimônio cultural da humanidade.
Lapidando suas potencialidades, oferece oportunidades e desafios
para que eles criem, se expressem, leiam o mundo ao seu
redor e ajam sobre ele.
Assim, esse professor estabelece relações entre arte, conhecimento
e cultura; cultiva o diálogo, a curiosidade, a cooperação,
a pesquisa, a experimentação, a inventividade e a elaboração
e instaura processos de concepção e de realização de projetos
significativos para os alunos e a comunidade em que vive.
Para isto, o professor deve respeitar o eixo epistemológico
da linguagem de sua formação: teatro, música, dança, artes
visuais e promover a articulação com as demais linguagens
artísticas, possibilitando um entendimento mais acurado das
relações transversais e interdisciplinares que a Arte é capaz de
estabelecer com outros campos de conhecimento.
1.3.1 o professor de Arte deve apresentar o seguinte perfil:
1. Promover o processo simbólico inerente ao ser humano
através das linguagens gestual, visual, sonora, corporal, verbal
em situações de produção e apreciação, construindo com os alunos
a relação dialética entre o eu e o outro, entre diferentes contextos
culturais e diante de múltiplas manifestações artísticas.
2. Respeitar o eixo epistemológico da linguagem de sua
formação específica em teatro, música, dança, artes visuais.
3. Ler e operar as relações entre forma-conteúdo em diálogo
com a materialidade (matérias, suportes, ferramentas e procedimentos)
nas linguagens das artes visuais, da dança, da música e
do teatro, de acordo com sua formação.
4. Compreender, ampliar e construir conceitos sobre as
linguagens da arte a partir de saberes estéticos, artísticos e
culturais, tais como: história da arte, filosofia da arte, práticas
culturais, relações entre arte e sociedade e o fazer artístico.
5. Valorizar os patrimônios culturais materiais e imateriais,
promover a educação patrimonial e instigar a frequentação às
salas de espetáculos e concertos, museus, instituições culturais
e acontecimentos de cada região.
6. Trabalhar a intertextualidade e a interdisciplinaridade
relacionando as diferentes formas de arte (teatro, dança, música
e artes visuais) às demais áreas do conhecimento.
7. Compreender e pesquisar processos de criação em arte
na construção de poéticas pessoais, coletivas ou colaborativas.
8. Compreender a aula de arte como um processo dinâmico,
um ato comunicativo dialógico, ético e estético e como espaço
de constituição de seres humanos dotados de autonomia, sensibilidade,
criticidade e inventividade.
9. Refletir a respeito da prática docente, considerando
dialogicamente os sujeitos envolvidos, os materiais pedagógicos,
os procedimentos de avaliação e as metodologias adequadas,
superando a dicotomia entre teoria e prática e colocando-se
como agente do processo de produção e recepção que amplia
seus conhecimentos e vivências nos campos da arte e da
educação.
10. Empenhar-se na construção de uma práxis docente
social e humana que reconhece o valor da experiência, do
diálogo, da sensibilidade, da pesquisa, da imaginação, da experimentação
e da criação, no exercício docente e nos processos
formativos em arte.
1.3.2 Habilidades do professor de Arte
1. Demonstrar atualização em relação à produção artística
contemporânea brasileira e estrangeira em sua multiplicidade
de manifestações.
2. Demonstrar competência estética, reconhecendo processos
que envolvem criação, pesquisa, experimentação, produção
e apreciação, superando a dicotomia entre teoria e prática.
3. Demonstrar capacidade de ler, interpretar, criticar e relacionar
e analisar comparativamente formas de arte produzidas
em diferentes linguagens.
4. Demonstrar capacidade de ler e analisar criticamente as
formas de arte, identificar e reconhecer situações de intertextualidades
entre as diversas linguagens artísticas e entre elas
e outras áreas de conhecimento, mantendo sempre o principio
do eixo epistemológico de sua formação ao propor projetos de
criação com os alunos.
5. Demonstrar capacidade de leitura, interpretação e compreensão
de elementos visuais, sonoros, gestuais e sígnicos,
nos mais variados textos verbais e não-verbais, interagindo,
analisando, questionando, avaliando, reagindo à cultura visual,
às sonoridades, aos gestos de pessoas e grupos, às diferentes
mídias, à cultura de massa e à sociedade de consumo.
6. Reconhecer processos e experiências que valorizem a
singularidade dos saberes populares e eruditos como fruto da
intensa interação do ser humano consigo mesmo, com o outro,
com seu meio, sua cultura e com seu tempo e espaço.
7. Demonstrar conhecimento de instrumentos que permitam
identificar as características de seus alunos e a comunidade
onde vivem, buscando aproximações e modos de acesso aos
seus universos, instigando o contato significativo com a arte.
8. Reconhecer experiências que despertem a curiosidade
do aluno em conhecer, fruir e fazer arte e contribuam para a
ampliação de seu universo artístico e cultural.
9. Analisar e avaliar os processos criativos do/com o aluno a
partir do eixo epistemológico da linguagem de sua formação em
música, teatro, dança ou artes visuais, ao desenvolver projetos
na linguagem específica e também projetos interdisciplinares
entre as linguagens artísticas e com as outras áreas de conhecimento
do currículo.
10. Ser capaz de operar com a linguagem artística de sua
formação, com a especificidade de seus saberes e fazeres, contribuindo
para o seu aprofundamento e as potenciais relações
com as demais linguagens, especialmente por meio de conceitos
abordados na proposta curricular.
11. Identificar experiências artísticas e estéticas que propiciem
a ampliação do olhar, a escuta, a sensibilidade e as possibilidades
de ação dos alunos e que indiquem a importância da
escuta e da observação dos professores em relação às respostas
dos alunos às ações propostas.
12. Identificar referenciais teóricos e recursos didáticos
disponíveis, de acordo com as características dos contextos educativos,
às necessidades dos alunos e às propostas educativas.
13. Demonstrar capacidade em operar com conceitos,
conteúdos, técnicas, procedimentos, materiais, ferramentas e
instrumentos envolvidos nos processos de trabalho propostos
nas linguagens das artes visuais, da dança, da música e do teatro,
de acordo com sua formação, compreendendo e articulando
diferentes teorias e métodos de ensino que permitam a transposição
didática dos conhecimentos sobre arte para situações
de sala de aula.
14. Reconhecer e justificar a utilização de propostas que
apresentem problemas relacionados à arte e estimulem o
espírito investigativo, o desenvolvimento cognitivo e a práxis
criadora dos alunos.
15. Ser capaz de operar com a práxis educativa em arte
envolvendo o trabalho colaborativo com seus pares e a comunidade
escolar de modo a buscar ultrapassar os limites e desafios
apresentados pelas realidades escolares.
16. Demonstrar conhecimento sobre a mediação cultural no
modo de organizar, acompanhar e orientar visitas a museus e
mostras de arte, apresentações de espetáculos de teatro, música
e dança, exibições de filmes, visitas a ateliês de artistas, entre
outros, para aproximação entre as manifestações artísticas e a
experiência estética dos alunos vivenciadas em sala de aula e
na vida cotidiana.
17. Identificar e justificar a realização de projetos que
propiciem a conquista da autonomia da expressão artística dos
alunos e alimentem o desenvolvimento de ações que se estendam
para além da sala de aula e do espaço escolar.
18. Demonstrar conhecimento no campo da história do
ensino da arte no Brasil, bem como as diversas teorias e propostas
metodológicas que fundamentam as práticas educativas
em arte.
19. Identificar e selecionar processos de formação contínua,
buscando modos de atualizar-se, participando da vida cultural
de sua região.
20. Analisar criticamente propostas curriculares de Arte e
participar dos debates e processos de formação contínua oferecidos
pelas instituições culturais e educacionais.
1.3.3 Bibliografia para Arte
1. ALMEIDA, Berenice; PUCCI, Magda. Outras terras, outros
sons. São Paulo: Callis, 2003.
2. BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino
da arte. São Paulo: Cortez, 2007.
3. BERTHOLT, Margot. História Mundial do Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 2004.
4. BOURCIER, Paul. História da dança no Ocidente. São
Paulo: Martins Fontes, 2001.
5. OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org). Arte, educação e
cultura. Santa Maria: UFSM, 2007.
6. OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2004.
7. PAVIS, Patrice. A análise dos espetáculos. São Paulo:
Perspectiva, 2008.
8. PILLAR, Analice Dutra (Org.). A educação do olhar no
ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 1999.
9. PUPO, Maria Lúcia de Souza Barros. Entre o Mediterrâneo
e o Atlântico: uma aventura teatral. São Paulo: Perspectiva,
2005.
10. SALLES, Cecília Almeida. Gesto inacabado: processo de
criação artística. São Paulo: Annablume, 2007.
11. SANTAELLA, Lúcia. O que é cultura. In: -----------. Culturas
e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura.
São Paulo: Paulus, 2003, p. 29-49.
12. SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Corpo e ancestralidade:
uma proposta pluricultural de dança, arte, educação. São Paulo:
Terceira Margem, 2006.
13. SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. São Paulo:
UNESP, 2000.
14. SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula. São Paulo:
Perspectiva, 2008.
15. VERTAMATTI, Leila Rosa Gonçalves. Ampliando o repertório
do coro infanto-juvenil: um estudo de repertório inserido
em uma nova estética. São Paulo: UNESP, 2008.
1.3.4 Documentos para Arte
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Programa
Cultura é Currículo. Disponível em: <http://culturaecurriculo.fde.
sp.gov.br/> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Arte para
o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE,
2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/Prop-ART-COMP-red-md-15-01-2010.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.4 Perfil desejado para o professor de Educação Física
Ensinar Educação Física é tratar pedagogicamente dos conteúdos
culturais relacionados às práticas corporais. É reconhecer
o patrimônio disponível na comunidade para aprofundá-lo,
ampliá-lo e qualificá-lo criticamente. O ensino da Educação
física proporciona aos alunos melhores condições para usufruto,
participação, intervenção e transformação das manifestações
da cultura de movimentos. Recorre a situações didáticas que
promovem a análise e a interpretação dos jogos, danças, ginásticas,
lutas e esportes, concebidos como textos historicamente
produzidos e reproduzidos pelos diversos grupos que coabitam
a sociedade. Portanto, significa conhecer o contexto no qual são
produzidas estas práticas corporais, tratar pedagogicamente
este conteúdo específico, conhecer os alunos e o currículo (programa
de ensino), promover práticas de avaliação que levem o
aluno ao conhecimento de si, da vida em grupo, da aprendizagem
de conteúdos e da ética. Nas aulas, os artefatos culturais
receberão, quando necessário, novos sentidos e significados, a
fim de que se estabeleçam as condições necessárias para um
diálogo respeitoso entre os alunos e destes com a pluralidade
de formas expressivas presente na paisagem social.
1.4.1 o professor de Educação Física deve apresentar o
seguinte perfil:
1. Reconhecer as manifestações da cultura corporal como
formas legítimas de expressão de um determinado grupo social,
bem como artefatos históricos, sociais e políticos.
2. Conhecer e compreender a realidade social para nela
intervir, por meio da produção e ressignificação das manifestações
e expressões do movimento humano com atenção à
variedade presente na paisagem social.
3. Demonstrar atitude crítico-reflexiva perante a produção
de conhecimento da área, visando obter subsídios para o aprimoramento
constante de seu trabalho no âmbito da Educação
Física escolar.
4. Ser conhecedor das influências sócio-históricas que
conferem à cultura de movimentos sua característica plástica
e mutável.
5. Dominar os conhecimentos específicos da Educação
Física e suas interfaces com as demais disciplinas do currículo
escolar.
6. Relacionar os diferentes atributos das práticas corporais
sistematizadas às demandas da sociedade contemporânea.
7. Dominar métodos e procedimentos que permitam adequar
as atividades de ensino às características dos alunos, a
fim de desenvolver situações didáticas que potencializem o
enriquecimento da linguagem corporal por meio da participação
democrática.
8. Demonstrar capacidade de resolver problemas concretos
da prática docente e da dinâmica da instituição escolar, zelando
pela aprendizagem e pelo desenvolvimento do educando.
9. Considerar criticamente características, interesses, necessidades,
expectativas e diversidades presentes na comunidade
escolar nos momentos de planejamento, desenvolvimento e
avaliação das atividades de ensino.
10. Ser capaz de articular no âmbito da prática pedagógica
os objetivos e a prática pedagógica da Educação Física com o
projeto da escola.
1.4.2 Habilidades do professor de Educação Física
1. Analisar criticamente as orientações da Proposta Curricular
de Educação Física e sua adequação para a Educação Básica.
2. Identificar em diferentes relatos de experiências didáticas,
os elementos relevantes às estratégias de ensino adequadas.
3. Identificar dificuldades e facilidades apresentadas pelos
alunos por ocasião do desenvolvimento de atividades de ensino.
4. Reconhecer nas diferentes teorias e métodos de ensino
as que melhor permitem a transposição didática de conhecimentos
sobre os jogos, esportes, danças, lutas e ginásticas para
a Educação Básica.
5. Reconhecer aspectos biológicos, neurocomportamentais
e sociais aplicáveis em situações didáticas, que permitam trabalhar
a educação física na perspectiva do currículo.
6. Conhecer os fundamentos teórico-metodológicos da Proposta
Curricular de Educação Física, a fim de subsidiar a reflexão
constante sobre a própria prática pedagógica.
7. Identificar estratégias de ensino que favoreçam a criatividade
e a autonomia do aluno.
8. Analisar criticamente os conhecimentos da cultura de
movimento disponíveis aos alunos, discriminando os procedimentos
que utilizaram para acessá-los.
9. Identificar instrumentos que possibilitem a coleta de
informações sobre o patrimônio cultural da comunidade, visando
um diagnóstico da realidade com vistas ao planejamento
de ensino.
10. Interpretar contextos históricos e sociais de produção
das práticas corporais.
11. Reconhecer e valorizar a expressão corporal dos alunos,
bem como do seu desenvolvimento em contextos sociais
diferenciados, estabelecendo relações com as demais práticas
corporais presentes na sociedade.
12. Analisar criticamente a presença contemporânea maciça
das práticas corporais, fazendo interagir conceitos e valores
ideológicos.
13. Identificar as diferentes classificações dos jogos, esportes,
danças, lutas e ginásticas e os elementos que as caracterizam.
14. Reconhecer os fundamentos das diversas funções
atribuídas às práticas corporais (lazer, educação, melhoria da
aptidão física e trabalho).
15. Relacionar as modificações técnicas e táticas das modalidades
esportivas às transformações sociais.
16. Analisar os recursos gestuais utilizados pelos alunos
durante as atividades e compará-los com os gestos específicos
da cada tema.
17. Identificar as formas de desenvolvimento, manutenção e
avaliação das capacidades físicas condicionantes.
18. Identificar as variáveis envolvidas na realização de atividades
físicas voltadas para a melhoria do desempenho.
19. Identificar a organização das diferentes manifestações
rítmico-expressivas presentes na sociedade.
20. Analisar os reflexos do discurso midiático na construção
de padrões e estereótipos de beleza corporal e na espetacularização
do esporte.
1.4.3 Bibliografia para Educação Física
1. BETTI, M. Imagem e ação: a televisão e a Educação Física
escolar. In: ---------- (Org.) Educação Física e mídia: novos olhares,
outras práticas. São Paulo: Hucitec, 2003.
2. BORGES, C. L. A formação de docentes de Educação
Física e seus saberes profissionais. In: BORGES, C. L.; DESBIENS,
J. F. (Org.). Saber, formar e intervir para uma Educação Física
em mudança. Campinas: Autores Associados, 2005. p. 157-190.
3. GOELLNER, S. V. A produção cultural do corpo. In: LOURO,
G. L.; NECKEL, J. F. e GOELLNER, S. V. Corpo, gênero e sexualidade:
um debate contemporâneo na educação. Petrópolis:
Vozes, 2003.
4. GUEDES, D. P. Educação para a saúde mediante programas
de Educação Física escolar. Motriz: Revista de Educação
Física. Rio Claro, v. 5, n. 1, p. 10-14, jun. 1999. Disponível em:
<http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/05n1/5n1-ART04.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010
5. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação.
São Paulo: Cortez, 1997.
6. LOMAKINE, L. Fazer, conhecer, interpretar e apreciar: a
dança no contexto da escola. In: SCARPATO, M (Org.). Educação
Física: como planejar as aulas na educação básica. São Paulo:
Avercamp, 2007, p. 39-57.
7. MARCELLINO, N. C. Lazer e Educação Física. In: DE
MARCO, A. (Org.) Educação Física: cultura e sociedade. Campinas:
Papirus, 2006.
8. NASCIMENTO, P. R. B.; ALMEIDA, L. A tematização das
lutas na Educação Física escolar: restrições e possibilidades.
Movimento: revista da Escola de Educação Física, Porto Alegre,
v.13, n.3, p. 91-110, set./dez. 2007. Disponível em: <http://seer.
ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/3567/1968> Acesso
em: 26 jan. 2010.
9. PAES, R. R. A pedagogia do esporte e os jogos coletivos.
In: ROSE JÚNIOR, D. Esporte e atividade física na infância e na
adolescência: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre:
Artmed, 2009.
10. PALMA, A. Atividade física, processo saúde-doença
e condições sócio-econômicas. Revista Paulista de Educação
Física, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 97-106, 2000. Disponível em:
<http://www.usp.br/eef/rpef/v14n1/v14n1p97.pdf> Acesso em:
26 jan. 2010.
11. RAMOS, V.; GRAÇA, A. B. S; NASCIMENTO, J. V. O
conhecimento pedagógico do conteúdo: estrutura e implicações
à formação em educação física. Revista Brasileira de Educação
Física e Esporte, São Paulo, v.22, n. 2, p. 161-171, abr./jun., 2008.
Disponível em: <http://www.usp.br/eef/rbefe/v22n22008/7-RBEFE-
v22-n2-2008-p161-64.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
12. SCHIAVON, L. M.; NISTA-PICOLLO, Vilma L. Desafios da
ginástica na escola. In: MOREIRA, E. C. (Org.). Educação Física
escolar: desafios e propostas 2. Jundiaí: Fontoura, 2006, p.35-60.
13. SOARES, C. L. (Org.) Corpo e história. Campinas: Autores
Associados, 2001.
14. SOUSA, E. S.; ALTMAN, H. Meninos e meninas: expectativas
corporais e implicações na Educação Física escolar. Cadernos
Cedes, Campinas, v. 19, n. 48, p. 52-68, 1999. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v19n48/v1948a04.pdf> Acesso
em: 26 jan. 2010.
15. STIGGER, M. P. Educação Física, esporte e diversidade.
Campinas: Autores Associados, 2005.
1.4.4 Documentos para Educação Física
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coordenadoria
de Estudos e Normas Pedagógicas. Escola de tempo
integral: oficinas curriculares de atividades esportivas e motoras;
esporte, ginástica, jogo – ciclos I e II. São Paulo: SEE/CENP,
2007. Disponível em: <http://cenp.edunet.sp.gov.br/escolaintegral/
2007/arquivos/educaçãofisicacicloIII.pdf> Acesso em:
26 jan. 2010.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Educação
Física para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio.
São Paulo: SE, 2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.
sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop-EDF-COMP-redmd-
20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.5 Perfil desejado para o professor de Língua Estrangeira
Moderna - Inglês
Aprender uma língua estrangeira se mostra relevante pela
utilidade desse conhecimento e dessa habilidade para a vida
das pessoas e, principalmente, pela experiência marcante e
enriquecedora de vivenciar o outro, sejam eles os vários outros
das línguas estrangeiras, ou os vários outros de uma mesma
língua estrangeira. Desse modo, aprender uma língua estrangeira
amplia a percepção sobre como os sentidos se constroem
contextualmente e sobre a heterogeneidade que marca a linguagem,
a língua e a comunicação; amplia, também, a percepção da
diversidade cultural e social presente nas relações estabelecidas
no universo da linguagem.
Ressalte-se que essas aprendizagens assumem sua verdadeira
razão de ser quando possibilitam que o aluno-cidadão
dialogue criticamente com outras culturas e com a sua própria;
essa possibilidade oferece ao aprendiz a percepção crítica de
que embora a heterogeneidade e a variação sejam características
da linguagem, tais variações não são livres e aleatórias e sim
determinadas e restritas por contextos sociais específicos. Dessa
maneira, as formas linguísticas e culturais do eu e do outro originam
e pertencem cada qual a contextos diferentes, não podendo
ser considerados melhores ou priores, mais desejáveis ou menos
desejáveis independente de seus contextos.
Sendo assim, ensinar uma língua estrangeira significa ensinar
a lidar com a heterogeneidade, a diversidade e a diferença,
compreendendo a relação dialógica eu-outro inerente à comunicação,
à linguagem e às relações que se estabelecem cultural e
socialmente. Significa também conhecer a relação entre a teoria
e a prática e estar atento para a dinâmica entre ambas. Isso
permite que o professor permanentemente seja protagonista
de sua ação e tome, com autonomia e responsabilidade, as
decisões pedagógicas que concorrem para a realização de seu
trabalho e a consecução de seus objetivos. Ensinar uma língua
estrangeira no mundo de hoje significa, ainda, promover uma
formação de pessoas - alunos e cidadãos - com mente aberta
para conhecimentos novos, para maneiras diferentes de pensar
e ver o mundo, por meio da aprendizagem e conhecimento de
uma língua estrangeira.
1.5.1 o professor de Língua Estrangeira Moderna - Inglês
deve apresentar o seguinte perfil:
1. Conhecer e avaliar criticamente a presença das LEMs, em
especial da língua inglesa, na cultura e na vida em sociedade, e
articular essa presença ao despertar do interesse e à instauração
do desejo de aprender.
2. Compreender um texto (oral ou escrito) em língua inglesa
que aborde tanto temas concretos quanto abstratos, incluindo
discussões educacionais pertinentes a seu campo de especialização,
bem como compreender as relações entre o texto e seu
contexto de produção.
3. Produzir textos (orais ou escritos) em língua inglesa
claros sobre uma gama de assuntos e explicar um ponto de
vista mostrando vantagens e desvantagens sob vários aspectos.
4. Compreender a linguagem como uma prática social, o
que a torna heterogênea considerando-se que ela se constrói
dentro de contextos variados, em que há diversidade cultural
e social e reconhecer as múltiplas possibilidades de construção
de sentidos, considerando-se que a linguagem é produzida de
forma situada e contextual.
5. Compreender e analisar as intertextualidades e multimodalidades
inerentes à linguagem e à comunicação na sociedade
atual, tanto na língua materna quanto nas línguas estrangeiras.
6. Compreender que o ensino de língua inglesa na escola
deve, além do focalizar os objetivos linguísticos e instrumentais,
considerar objetivos educacionais e culturais.
7. Refletir sobre o papel educacional da língua inglesa
no currículo escolar, reconhecendo que seu espaço didáticopedagógico
lhe oferece possibilidades de investigação sobre a
sua prática em um exercício de autonomia, criação e crítica, e
estando sempre apto e pronto a aprender.
8. Compreender o valor da construção de conhecimento
realizada conjuntamente entre professor e alunos e promover
procedimentos didáticos, metodológicos e de avaliação adequados
para criar na sala de aula um ambiente e processos propícios
para a aprendizagem.
9. Perceber que a leitura e a escrita são atividades culturais
e sociais - em que relações, visões de mundo e convenções são
partilhadas - e, ao mesmo tempo, atividades individuais - em que
estão envolvidas imaginação, criatividade e emoções.
10. Compreender a importância do diálogo e da interação
com professores de outros componentes curriculares de forma a
garantir conteúdos e atividades que contribuam para a educação
global dos aprendizes.
1.5.2 Habilidades do professor de Língua Estrangeira
Moderna - Inglês
1. Identificar situações coletivas de diálogo, bem como
situações de interação em pequenos grupos, que promovem a
autonomia dos alunos, ajudando-os a planejar, realizar e avaliar
atividades articuladas em torno de textos (orais ou escritos) em
língua inglesa.
2. Reconhecer entre situações propostas aquelas que promovem
o diálogo e a aproximação entre temáticas e conteúdos
curriculares e contextos da escola e realidade do aluno.
3. Identificar as contribuições de diferentes ferramentas
de apoio didático (Cadernos do Aluno e do Professor, dicionários
bilíngues e monolíngues, livros didáticos e paradidáticos,
equipamentos audiovisuais, laboratório de informática) para a
promoção da aprendizagem.
4. Indicar, dentre dispositivos didáticos de diferenciação,
aqueles que acolhem a diversidade no âmbito do grupo-classe,
sem reduzir as situações de aprendizagem à tradução literal de
textos ou à confecção de listas bilíngues de vocabulário.
5. Compreender as tecnologias da informação e da comunicação
como elos que aproximam as vivências com a língua
inglesa que os alunos têm fora da escola daquelas que são
promovidas no interior da sala de aula.
6. Reconhecer, em situações de sala de aula, as concepções
de língua, de ensino e de aprendizagem que subsidiam as práticas,
distinguindo aquelas associadas a objetivos estritamente
linguísticos daquelas que combinam objetivos linguísticos,
culturais e educacionais.
7. Reconhecer e interpretar as limitações de práticas
pedagógicas bastante difundidas como atividade principal, tais
como a tradução e a reprodução de textos (da lousa ou de outro
suporte para o caderno).
8. Indicar alternativas de práticas pedagógicas que apresentem
maior sintonia entre os objetivos do currículo e as condições
do contexto de ensino de Língua Estrangeira Moderna.
9. Relacionar os temas e conteúdos previstos no currículo
de língua inglesa às possibilidades de construção, análise e
problematização de visões de mundo.
10. Interpretar criticamente a diversidade de perspectivas
da língua inglesa no mundo e na história (inglês nativo e nãonativo,
inglês como língua franca, inglês como língua internacional,
inglês como língua global) e relacionar essas perspectivas
aos objetivos de ensino da língua.
11. Indicar situações didáticas que promovam e estimulem
formas adequadas e novas de aprender a aprender.
12. Identificar o dinamismo das relações entre oralidade e
escrita, tanto em sua dimensão fonológico-grafológica (relação
grafema-fonema), quanto em sua dimensão sociodiscursiva.
13. Analisar estrutura, organização e significação de textos
(descritivos, narrativos e argumentativos), em língua inglesa.
14. Indicar estratégias de leitura que destaquem as relações
entre um texto e seu contexto de produção, e justificar essa
indicação com base na análise de elementos do próprio texto.
15. Identificar estratégias de leitura que destaquem a
diferenças entre o contexto de leitura e o contexto de produção
do texto.
16. Inferir o objetivo de um texto e a quem ele se dirige com
base em pistas verbais e não verbais.
17. Identificar, dentre os vários sentidos de uma palavra
ou expressão, aquele que é pertinente ao contexto em que
está inserida.
18. Reconhecer a ideia central de um texto, tanto em situações
em que é possível recuperar informações explícitas quanto
naquelas em que as informações não estão proeminentes e é
necessário fazer inferências.
19. Aplicar o conhecimento de regras e de convenções da
língua inglesa (relativas à formação e classificação de palavras,
tempos e modos verbais, conjunções, discurso direto e indireto,
entre outras), relacionando-as a seus contextos de uso e às
intenções que permeiam a comunicação.
20. Confrontar temas e visões de mundo expressos em textos
diferentes, sejam eles ficccionais ou não-ficcionais.
1.5.3 Bibliografia para Língua Estrangeira Moderna - Inglês
1. BARCELOS, A. M. F. Reflexões acerca da mudança de
crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas. Revista Brasileira
de Linguística Aplicada. Belo Horizonte, v. 7. n. 2. p. 109-38,
2007. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/rbla/2007-
2/05-Ana-Maria-Barcelos.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. BRAIT, Beth (org). Bakhtin: conceitos-chave. São Paulo:
Contexto, 2005.
3. CELANI, M. A. A. (org.). Professores e formadores em
mudança: relato de um processo de reflexão e transformação da
prática docente. Campinas, Mercado de Letras, 2003.
4. COPE, B.; KALANTZIS, M.. Multiliteracies: literacy learning
and the design of social futures. London: Routledge, 2000.
5. GEE, J. P. Situated Language and Learning: a critique of
traditional schooling. London, Routdlege, 2004.
6. GRADDOL, D. English Next. UK: British Council, 2006. Disponível
em: <http://www.britishcouncil.org/learning-researchenglishnext.
htm> Acesso em: 26 jan. 2010.
7. KERN, R. Literacy and language teaching. Oxford: Oxford
University Press, 2000.
8. LUKE, A.; Freebody, P. Shaping the Social Practices of Reading.
In MUSPRATT, S.; LUKE, A.; FREEBODY P. (Ed.) Constructing
Critical Literacies. New Jersey: Hampton, 1997.
9. McCRUM, R.; MACNEIL, R.; CRAM, W. The Story of
English. 3. ed. New York: Penguin, 2003.
10. NUNAN, D. Task based language teaching. Cambridge:
Cambridge University Press, 2004.
11. PENNYCOOK, A. Global Englishes and Transcultural
Flows. New York: Routlege, 2007.
12. RICHARDS, J. C.; RENANDYA, W. A. (Ed.). Methodology in
language teaching: an anthology of current practice. Cambridge:
Cambridge University Press, 2002.
13. SMITH, Frank. Compreendendo a leitura. Porto Alegre:
Artmed, 2003.
14. SWAN, M. Practical English Usage. Oxford: Oxford
University Press, 2005.
15. UR, Penny. A course in language teaching. Cambridge:
Cambridge University Press, 1999.
1.5.4 Documentos para Língua Estrangeira Moderna - Inglês
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Língua
Estrangeira Moderna para o Ensino Fundamental Ciclo II e
Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: <http://www.
rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop-LEMCOMP-
red-md-20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.6 Perfil desejado para o professor de Matemática
Duas são as dimensões fundamentais na formação profissional
do professor de Matemática:
* a competência técnica, no sentido do conhecimento dos
conteúdos matemáticos a serem ensinados, bem como dos
recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, com a
compreensão do significado dos mesmos em contextos adequados,
referentes aos universos da cultura, do trabalho, da arte, da
ciência ou da tecnologia;
* o compromisso público com a Educação, decorrente de
uma compreensão dos aspectos históricos, filosóficos, sociológicos,
psicológicos, antropológicos, políticos e econômicos da educação
e do ensino, o que viabilizará uma participação efetiva do
professor como agente formador, tanto na conservação quanto
na transformação da realidade.
As duas dimensões citadas – a competência técnica e o
compromisso público – são complementares e interdependentes,
devendo ser avaliadas em provas gerais e de conteúdos
específicos.
Para a caracterização da competência específica do professor
de Matemática, explicitaremos a seguir um elenco de dez
formas mais usuais de manifestação das mesmas:
1.6.1 o professor de Matemática deve apresentar o seguinte
perfil:
1. Gostar de Matemática, compreendendo o papel de sua
disciplina como uma linguagem que complementa a língua
materna, enriquecendo as formas de expressão para todos os
cidadãos, e munindo a ciência de instrumentos fundamentais
para seu desenvolvimento;
2. Conhecer os conteúdos matemáticos com uma profundidade
e um discernimento que lhe possibilite apresentá-los como
meios para a realização dos projetos dos alunos, não tratando
os conteúdos como um fim em si mesmo, nem vendo os alunos
como futuros matemáticos, ou professores de matemática, mas
sim como cidadãos que aspiram a uma boa formação pessoal;
3. Saber criar centros de interesse para os alunos, explorando
situações de aprendizagem em torno das quais organizará
os conteúdos a serem ensinados, a partir dos universos da arte,
da cultura, da ciência, da tecnologia ou do trabalho, levando em
consideração o contexto social da escola;
4. Saber mediar conflitos de interesse, dando a palavra aos
alunos e buscando aproximar seus interesses, às vezes difusos,
daqueles que estão presentes no planejamento escolar;
5. Ser capaz de identificar as ideias fundamentais presentes
em cada conteúdo que ensina, uma vez que tais ideias ajudam
a articular internamente os diversos temas da matemática, e a
aproximar a matemática das outras disciplinas;
6. Ser capaz de mapear os diversos conteúdos relevantes,
sabendo articulá-los de modo a oferecer aos alunos uma visão
panorâmica dos mesmos, plena de significações tanto para a
vida cotidiana quanto para uma formação cultural mais rica;
7. Saber escolher uma escala adequada em cada turma,
em cada situação concreta, para apresentar os conteúdos que
considera relevantes, não subestimando a capacidade de os
alunos aprenderem, nem tratando os temas com excesso de
pormenores, de interesse apenas de especialistas;
8. Ser capaz de construir relações significativas entre os
conteúdos apresentados aos alunos e os temas presentes
em múltiplos contextos, incluindo-se os conteúdos de outras
disciplinas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade;
9. Saber construir narrativas que articulem os diversos
elementos presentes nos conteúdos ensinados, inspirando-se na
História da Matemática para articular ideias e enredos por meio
dos quais ascendemos da efemeridade das informações isoladas
à estabilidade do conhecimento organizado;
10. Ser capaz de alimentar permanentemente os interesses
dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de
pesquisar, de fazer perguntas, bem como de orientar e depurar
interesses menos relevantes, assumindo, com tolerância, a responsabilidade
inerente à função que exerce.
1.6.2 Habilidades do professor de Matemática
Um professor de Matemática deve ser capaz de mobilizar
os conteúdos específicos de sua disciplina, tendo em vista o
desenvolvimento das competências pessoais dos alunos. De
acordo com a Proposta Curricular, as competências gerais a
serem visadas são a capacidade de expressão em diferentes
linguagens, de compreensão de fenômenos nas diversas áreas
da vida social, de construção de argumentações consistentes, de
enfrentamento de situações-problema em múltiplos contextos,
incluindo-se situações imaginadas, não diretamente relacionadas
com o prático-utilitário, e de formulação de propostas de
intervenção solidária na realidade.
Para construir uma ponte entre os conteúdos específicos e
tais competências gerais, é necessário identificar, em cada conteúdo,
as ideias fundamentais a serem estudadas: proporcionalidade,
equivalência, ordem, medida, aproximação, problematização,
otimização são alguns exemplos de tais ideias.
Para isso, o professor deve apresentar certas habilidades
específicas, associadas aos conteúdos da área, tendo sempre
o discernimento suficiente para reconhecer que tais conteúdos
constituem meios para a formação pessoal dos alunos.
São apresentadas, a seguir, vinte de tais habilidades específicas
a serem demonstradas pelo professor de Matemática:
1. Tendo por base as ideias de equivalência e ordem, construir
o significado dos números (naturais, inteiros, racionais, irracionais,
reais, complexos), bem como das operações realizadas
com eles em diferentes contextos;
2. Enfrentar situações-problema em diferentes contextos,
sabendo traduzir as perguntas por meio de equações, inequações
ou sistemas de equações, e mobilizar os instrumentos
matemáticos para resolver tais equações, inequações ou sistemas;
3. Tendo por base a dimensão simbólica do conceito de
número, desenvolver de modo significativo a notação e as técnicas
para representar algebricamente números e operações com
eles, incluindo-se a ideia de matriz para representar tabelas de
números (contagem de pixels em uma tela, coeficientes de um
sistema de equações lineares etc.);
4. Reconhecer equações e inequações como perguntas,
saber resolver sistematicamente equações e inequações polinomiais
de grau 1 e 2, e conhecer propriedades das equações
polinomiais de grau superior a 2, que possibilitem a solução das
mesmas, em alguns casos (relações entre coeficientes e raízes,
redução de grau, fatoração etc.);
5. Tendo como referência as situações de contagem direta,
construir estratégias e recursos de contagem indireta em
situações contextualizadas (cálculo combinatório, binômio de
Newton, arranjos, combinações, permutações);
6. Conhecer a ideia de medida de grandezas de variados
tipos (comprimento, área, volume, massa, tempo, temperatura,
ângulo etc.), sabendo expressar ou estimar tais medidas por
meio da comparação direta da grandeza com o padrão escolhido,
utilizando tanto unidades padronizadas quanto unidades
não-padronizadas, e valorizando as ideias de estimativa e de
aproximações;
7. Explorar de modo significativo a ideia de proporcionalidade
(razões, proporções, grandezas direta e inversamente
proporcionais) em diferentes situações, equacionando e resolvendo
problemas contextualizados de regra de três simples e
composta, direta e inversa;
8. Explorar regularidades e relações de interdependência
de diversos tipos, inclusive as sucessões aritméticas e geométricas,
representando relações de interdependência por meio de
gráficos de variadas formas, e construindo significativamente o
conceito de função;
9. Conhecer as principais características das funções polinomiais
de grau 1, grau 2,... grau n, sabendo esboçar seu gráfico
e relacioná-lo com as raízes das equações polinomiais correspondentes,
e explorar intuitivamente as taxas de crescimento e
decrescimento das funções correspondentes;
10. Conhecer as propriedades fundamentais de potências
e logaritmos, sabendo utilizá-las em diferentes contextos, bem
como sistematizá-las no estudo das funções exponenciais e
logarítmicas;
11. Compreender e aplicar as relações de proporcionalidade
que caracterizam as razões trigonométricas (seno, cosseno, tangente,
entre outras) em situações práticas, bem como ampliar o
significado de tais razões por meio do estudo das funções trigonométricas,
associando as mesmas aos fenômenos periódicos
em diferentes contextos;
12. A partir da percepção do espaço e das formas, construir
uma linguagem adequada para a representação de tais percepções,
reconhecendo e classificando formas planas (ângulos, triângulos,
quadriláteros, polígonos, circunferências, entre outras)
e espaciais (cubos, paralelepípedos, prismas, pirâmides, cilindros,
cones, esferas, entre outras);
13. com base nas propriedades características de objetos
planos ou espaciais, desenvolver estratégias para construções
geométricas dos mesmos, especialmente com instrumentos
como régua e compasso, tendo em vista uma compreensão mais
ampla do espaço em que vivemos, de suas representações e de
suas propriedades;
14. Explorar a linguagem e as ideias geométricas para
desenvolver a capacidade de observação, de percepção de relações
como as de simetria e de semelhança, de conceituação, de
demonstração, ou seja, de extração de consequências lógicas a
partir de fatos fundamentais diretamente intuídos ou já demonstrados
anteriormente;
15. Explorar algumas relações geométricas especialmente
significativas, como as relativas às somas de ângulos de polígonos,
aos Teoremas de Tales e de Pitágoras, e muito especialmente
as relações métricas relativas ao cálculo de comprimentos,
áreas e volumes de objetos planos e espaciais;
16. Explorar uma abordagem algébrica da geometria – ou
seja, a geometria analítica, representando retas e curvas, como
as circunferências e as cônicas, por meio de expressões analíticas
e sabendo resolver problemas geométricos simples por meio
de mobilização de recursos algébricos;
17. Explorar de modo significativo as relações métricas e
geométricas na esfera terrestre, especialmente no que tange a
latitudes, longitudes, fusos horários;
18. Resolver problemas de escolhas que envolvem a ideia
de otimização (máximos ou mínimos) em diferentes contextos,
recorrendo aos instrumentos matemáticos já conhecidos, que
incluem, entre outros temas, a função polinomial do 2º grau e
algumas noções de geometria analítica;
19. Compreender a ideia de aleatoriedade, reconhecendo-a
em diferentes contextos, incluindo-se jogos e outras classes
de fenômenos, e sabendo quantificar a incerteza por meio do
cálculo de probabilidades em situações que envolvem as noções
de independência de eventos e de probabilidade condicional;
20. Saber organizar e/ou interpretar conjuntos de dados
expressos em diferentes linguagens, recorrendo a noções básicas
de estatística descritiva e de inferência estatística (média,
mediana, desvios, população, amostra, distribuição binomial,
distribuição normal, entre outras noções) para tomar decisões
em situações que envolvem incerteza.
1.6.3 Bibliografia para Matemática
1. BESSON, Jean-Louis (Org.). A ilusão das estatísticas. São
Paulo: UNESP, 1995.
2. BOYER, Carl B. História da matemática. São Paulo: Edgard
Blucher, 1996.
3. COURANT, Richard; ROBBINS, Herbert. O que é matemática?
Uma abordagem elementar de métodos e conceitos. Rio de
Janeiro: Ciência Moderna, 2000.
4. DAVIS, Philip J.; HERSH, Reuben. O sonho de Descartes: o
mundo de acordo com a matemática. Rio de Janeiro: Francisco
Alves, 1988.
5. DEVLIN, Keith. O gene da matemática: o talento para lidar
com números e a evolução do pensamento matemático. Rio de
Janeiro: Record, 2004.
6. EGAN, Kieran. A mente educada: os males da educação e
a ineficiência educacional das escolas. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2002.
7. EVES, Howard. Introdução à história da Matemática.
Campinas: UNICAMP, 2004.
8. GARBI, Gilberto G. A rainha das ciências: um passeio
histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. São Paulo:
Editora Livraria da Física, 2007.
9. IFRAH, Georges. Os números: a história de uma grande
invenção. Rio de Janeiro: Globo, 1989.
10. LIMA, Elon Lajes et al. A matemática do Ensino Médio.
Rio de Janeiro: SBM, 1999. v. 1, 2, 3 (Coleção do Professor de
Matemática).
11. LOJKINE, Jean. A revolução informacional. São Paulo:
Cortez, 1995.
12. MLODINOW, Leonard. A janela de Euclides. A história
da geometria, das linhas paralelas ao hiperespaço. São Paulo:
Geração Editorial, 2004.
13. MOLES, Abraham. A criação científica. São Paulo: Perspectiva,
1998
14. SATOY, Marcus Du. A música dos números primos: a
história de um problema não resolvido na matemática. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
1.6.4 Documentos para Matemática
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Matemática
para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo:
SE, 2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/
portais/Portals/18/arquivos/Prop-MAT-COMP-red-md-20-03.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.7 Perfil desejado para o professor de Ciências
Embora esta não seja a única competência que se espera do
professor de Ciências do Ensino Fundamental, é essencial que
este profissional revele o domínio de conhecimentos específicos
de Ciências Naturais - seus fenômenos, princípios, leis, modelos,
suas linguagens, seus métodos de experimentação e investigação,
sua contextualização histórica e social, suas tecnologias e
relações com outras áreas do conhecimento, como também dos
fundamentos que estruturam o trabalho curricular na disciplina
e que dizem respeito à aplicação didática e metodológica desses
conhecimentos na prática de sala de aula.
Essa competência técnica pode se expressar, entre outras,
pelas seguintes características desejáveis dos professores da
disciplina:
1.7.1 o professor de Ciências deve apresentar o seguinte
perfil:
1. Reconhecer a presença das ciências na cultura e na vida
em sociedade, na investigação de materiais e substâncias, da
vida, da Terra e do cosmo e, em associação com as tecnologias,
na produção de conhecimentos, manifestações artísticas, bens e
serviços, assim como enfatizar esta presença para aproximar o
conhecimento científico do interesse de crianças e jovens.
2. Identificar as ciências como dimensão da cultura humana,
de caráter histórico, portanto, como produção de conhecimento
dinamicamente relacionada a tecnologias e a outros âmbitos da
cultura humana, das quais também depende, e com critérios de
verificação fundados em permanente exercício da dúvida.
3. Promover e valorizar a alfabetização científico-tecnológica,
ou seja, a capacidade de expressar e comunicar a partir das
linguagens da ciência, bem como de expressar o saber científico
por meio de diferentes linguagens.
4. Ser capaz de construir relações significativas entre os
diferentes campos de conhecimento das ciências naturais (Física,
Química e Biologia) em múltiplos contextos, incluindo-se os de
outras áreas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade.
5. Compreender que o ensino de Ciências deve compor o
desenvolvimento da cultura científica juntamente com a promoção
de competências, habilidades e valores humanos.
6. Conduzir a aprendizagem de forma a promover a
emancipação e a capacidade de trabalho coletivo dos alunos,
planejando e realizando atividades com sua participação ativa,
e também demandando consulta e cooperação entre eles, em
questões de caráter prático, crítico e propositivo.
7. Tratar temáticas que dialoguem com o contexto da escola
e com a realidade dos alunos, antecedendo aquelas que transcendem
seu espaço vivencial, respeitando as culturas regionais,
mas orientando a construção conceitual com vistas a uma
cultura científica de sentido universal.
8. Respeitar as etapas de desenvolvimento cognitivo dos
alunos, utilizando linguagens e níveis de complexidade dos
conteúdos disciplinares de forma compatível com a maturidade
esperada da faixa etária típica de cada série.
9. Realizar e sugerir observações e medidas práticas que
não se limitem a experiências demonstrativas ou laboratoriais,
mas que também envolvam percepções e verificações do mundo
real, em que sejam relevantes a participação e o registro feitos
pelos alunos.
10. Ser capaz de motivar e fomentar os interesses dos
alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar
e de fazer perguntas, assumindo, com tolerância e respeito, a
responsabilidade inerente à função que exerce, o que também
inclui cuidados com a sua própria formação contínua.
1.7.2 Habilidades do professor de Ciências
1. Reconhecer argumentos favoráveis e desfavoráveis à
adoção de diferentes estratégias de ensino de Ciências, a partir
da descrição de situações de ensino e de aprendizagem.
2. Estabelecer relações efetivas entre ambiente natural e
ambiente construído pela intervenção humana, caracterizando o
primeiro pela relação entre seres entre si e com os componentes
inanimados do seu meio, e compreendendo o que deveria ser um
uso sustentável dos recursos naturais, revelando necessidades
e buscando discutir limites para a ação humana sobre o meio.
3. Compreender a participação do ar, da água, do solo e
do fluxo de energia nos ecossistemas, com a função essencial
da energia luminosa do Sol na produção primária de alimentos,
assim como as relações alimentares entre produtores, consumidores
e decompositores.
4. Caracterizar a dependência entre os sistemas vivos e as
características ambientais geográficas de cada região, situando
a diversidade de ecossistemas nas várias regiões brasileiras e a
importância de sua preservação.
5. Identificar as características básicas dos seres vivos,
como organização celular, obtenção de matéria e de energia e
transferência de energia entre seres vivos.
6. Comparar diferentes grupos de plantas sob diferentes
aspectos e, em particular, a reprodução de plantas com e sem
flores.
7. Classificar e agrupar para compreender a variedade de
espécies, apontando os reinos na classificação dos seres vivos e
destacando semelhanças e diferenças entre eles.
8. Identificar características de grupos de vertebrados e
invertebrados, identificando semelhanças e diferenças entre eles.
9. Identificar hipóteses e teorias sobre a origem e a evolução
dos seres vivos, que revelam como fósseis e outros registros
do passado mostram como se operaram transformações dos
seres vivos ao longo do tempo, reconhecendo igualmente as
causas e as consequências da extinção de espécies.
10. Demonstrar compreensão das estratégias e processos de
ocupação dos espaços pelos seres humanos e das consequências
da produção de alimentos, da obtenção de materiais do solo, do
subsolo e da atmosfera e, ainda, da domesticação de vegetais
e animais.
11. Demonstrar compreensão de como os ciclos naturais
do ar e da água e a biomassa viva ou fóssil são aproveitados e
processados para uso energético.
12. Identificar, em representações variadas, fontes e transformações
de energia que ocorrem em processos naturais e
tecnológicos, bem como selecionar, dentre as diferentes formas
de se obter um mesmo recurso material ou energético, as mais
adequadas ou viáveis para suprir as necessidades de determinada
região.
13. Reconhecer transformações químicas do cotidiano e
do sistema produtivo através da diferença de propriedades dos
materiais e do envolvimento de energia nessas transformações e
apontar necessidades e benefícios, assim como riscos e prejuízos
ambientais relacionados a alterações de processos naturais e à
contaminação por resíduos.
14. Compreender a constituição dos materiais, diferenciando
conceitos de elementos, substâncias químicas, misturas,
com suas propriedades físicas, revelando também uma visão
microscópica que responda por suas propriedades, assim como
ter uma compreensão das muitas radiações e de seu espectro,
em correlação com as suas diversas aplicações.
15. Caracterizar a saúde como bem estar físico, mental e
social, identificando seus condicionantes (alimentação, moradia,
saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte
e lazer), e recorrendo a indicadores de saúde, sociais e
econômicos para diagnosticar a situação de estados ou regiões
brasileiras.
16. Reconhecer os agravos mais frequentes à saúde, suas
causas, prevenção, tratamento e distribuição, bem como as funções
dos diferentes nutrientes na manutenção da saúde.
17. Compreender o caráter sistêmico do corpo humano, descrevendo
relações entre os sistemas, ósseo-muscular, endócrino,
nervoso e os órgãos dos sentidos, mostrando também como se
relacionam sexualidade e saúde reprodutiva e como as drogas
interferem no organismo.
18. Construir uma representação da Terra, com suas dimensões,
estrutura interna e modelos de placas tectônicas, associando
essa compreensão com fenômenos naturais como vulcões,
terremotos ou tsunamis.
19. Situar a Terra no universo, associando os movimentos da
Terra aos aparentes da Lua, do Sol e das estrelas, às medidas de
tempo diário, às estações do ano e eclipses, assim como ter uma
compreensão do Sistema Solar, com as dimensões, distâncias e
características dos planetas.
20. Reconhecer o aspecto cultural relacionado às constelações,
bem como o movimento das estrelas no céu e sua relação
com movimentos da Terra. Identificar o Sol como uma estrela e
estabelecer o conceito de galáxia, compreendendo o movimento
do Sol na Via Láctea.
1.7.3 Bibliografia para Ciências
1. AMBROGI, A.; LISBOA, J. C. F. Química para o magistério.
São Paulo: Harbra, 1995.
2. ATKINS, P.; LORETTA, J. Princípios de Química: questionando
a vida moderna e o meio ambiente. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2006.
3. BOUER, J. Sexo & Cia: as dúvidas mais comuns (e as
mais estranhas) que rolam na adolescência. 2. ed. São Paulo:
Publifolha, 2002.
4. CACHAPUZ, A; CARVALHO, A. M. P.; GIZ-PÉREZ, D. A
necessária renovação do Ensino de Ciências. São Paulo: Cortez,
2005.
5. CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores
de Ciências. São Paulo: Cortez, 2003. (Questões da Nossa
Época, 26).
6. CARVALHO, Isabel C. M., Educação Ambiental: a formação
do sujeito ecológico. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2006. cap.
1, 3 e 5.
7. CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas
Psicotrópicas. Livreto informativo sobre drogas psicotrópicas.
Disponível em: <http://200.144.91.102/cebridweb/default.
aspx> Acesso em: 26 jan. 2010.
8. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A; PERNAMBUCO, M. M.
Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez,
2002.
9. FRIAÇA, A. C. S. et al. (Orgs.) Astronomia: uma visão geral
do universo. São Paulo: EDUSP, 2000.
10. GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA.
Física. 5 ed. São Paulo: EDUSP, 2001/2005. v. 1, 2 e 3.
11. KORMONDY, E. J.; BROWN, D. E. Ecologia humana. São
Paulo: Atheneu, 2002. cap. 1, 4, 5, 9 e 10.
12. OKUNO, E. Radiações: efeitos, riscos e benefícios. São
Paulo: Harbra, 1998.
13. SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. 9. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2009. v. 1, 2 e 3.
14. TEIXEIRA, W. et al. (Org.). Decifrando a Terra. 2. ed. São
Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
15. UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO
DO RIO GRANDE DO SUL. Grupo Interdepartamental de Pesquisa
sobre Educação em Ciências. Geração e gerenciamento dos
resíduos sólidos provenientes das atividades humanas. 2. ed.
rev. Ijuí: Unijuí, 2003. (Situação de estudo: ciências no ensino
fundamental, 1). Disponível em: <http://www.projetos.unijui.
edu.br/gipec/gipec-main.html> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.7.4 Documentos para Ciências
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Ciências
para o Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: SE, 2008. Disponível
em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/
arquivos/Prop-CIEN-COMP-red-md-20-03.pdf> Acesso em: 26
jan. 2010.
1.8 Perfil desejado para o professor de Física
O professor de Física para a Educação Básica deve antes de
tudo revelar domínio de conhecimentos específicos de Física, ou
seja, de seus fenômenos, princípios, leis, modelos, linguagens,
métodos de experimentação e investigação, sua contextualização
histórica e social, assim como de sua relação com as tecnologias
e as demais ciências da natureza, mesmo com outras
áreas do conhecimento. Tão essencial quanto isso, para sua
atuação docente, deve também conhecer os fundamentos que
estruturam o trabalho curricular na disciplina e que dizem respeito
à aplicação didática e metodológica desses conhecimentos
na prática de sala de aula, ou seja, ser capaz de fazer uso efetivo
dessa cultura pedagógica.
Esta competência científica e técnica deve se expressar,
sobretudo, pelas seguintes características desejáveis nos professores
da disciplina:
1.8.1 o professor de Física deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a presença das ciências, e entre elas especialmente
da Física, na cultura e na vida em sociedade, na investigação
da Terra, do cosmo, da vida, de materiais e substâncias e, em
associação com as tecnologias, na produção de conhecimentos,
manifestações artísticas, bens e serviços, assim como enfatizar
esta presença para aproximar o conhecimento científico do
interesse de crianças e jovens.
2. Identificar as ciências como dimensão da cultura humana,
de caráter histórico, portanto, com produção de conhecimento
dinamicamente relacionada às tecnologias que produz e a
outros âmbitos da cultura humana, das quais também depende
e com critérios de verificação fundados em permanente exercício
da dúvida, assim compreendendo a Física como composta de
saberes em contínuo aperfeiçoamento e transformação.
3. Promover e valorizar a alfabetização científico-tecnológica,
ou seja, a capacidade de expressar e se comunicar com as
linguagens da ciência, bem como de expressar o saber científico
em diferentes linguagens. Nesse sentido, saber ensinar as variáveis,
grandezas e processos físicos para fazerem parte do acervo
vocabular e conceitual dos estudantes.
4. Ser capaz de construir relações significativas entre a
Física e os diferentes campos de conhecimento das ciências
naturais, como os da Astronomia, Biologia, Geologia e Química,
em contextos de caráter cultural, social, histórico e, em geral,
interdisciplinar.
5. Compreender que o ensino da Física além de contribuir
para o desenvolvimento da cultura científica, deve ao mesmo
tempo promover competências gerais, habilidades técnicas e
valores humanos.
6. Conduzir a aprendizagem da Física de forma a promover
a capacidade de trabalho coletivo dos alunos, planejando e
realizando atividades com sua participação ativa, e também
demandando consulta e cooperação entre eles, em questões de
caráter prático, crítico e propositivo.
7. Tratar temáticas que, envolvendo a Física de forma significativa,
dialoguem com o contexto da escola e com a realidade
do aluno, respeitando as culturas regionais, mas orientando a
construção conceitual com vistas a uma cultura científica de
sentido universal.
8. Respeitar as etapas de desenvolvimento cognitivo dos
alunos, utilizando linguagens e níveis de complexidade dos
conteúdos disciplinares da Física de forma compatível com a
maturidade esperada dos estudantes da educação básica.
9. Realizar e sugerir observações e medidas físicas práticas
que não se limitem a experiências demonstrativas ou laboratoriais,
mas que também envolvam percepções e verificações do
mundo real, em que sejam relevantes a participação e o registro
feitos pelos alunos em situações de sua vivência pessoal, assim
como de fenômenos naturais e de procedimentos do sistema
produtivo e de serviços.
10. Ser capaz de motivar e fomentar os interesses dos
alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar
e de fazer perguntas, assumindo com tolerância e respeito as
responsabilidades da função que exerce, o que também inclui
uma contínua atenção à sua própria formação.
1.8.2 Competências específicas do professor de Física
Complementando as características gerais esperadas,
demandam-se competências específicas dos professores de
Física do Ensino Médio, como ter condições para:
1. Dar continuidade ao aprendizado científico desenvolvido
no Ensino Fundamental, que partiu da realidade próxima do
aluno e o conduziu a uma primeira visão formal dos processos
físicos, da constituição e propriedades da matéria e do cosmo,
para agora garantir um maior aprofundamento conceitual tanto
da problemática a ser tratada e seu contexto, quanto da compreensão
das práticas científicas na física.
2. Desenvolver essa nova compreensão, contando com crescente
protagonismo dos alunos já intelectualmente mais maduros,
tendo como temas de estudo centrais: Movimentos - Variações
e Conservações; Universo, Terra e Vida; Calor, Ambiente e
Usos de Energia; Equipamentos Elétricos; Matéria e Radiação.
3. Ao organizar o ensino sob tais temas de estudo, compreender
que correspondem a um rearranjo, com mais contexto e
atualidade, de conteúdos mais tradicionalmente denominados
como mecânica, termodinâmica, óptica, eletromagnetismo e
física moderna, combinados de outra forma e acrescentados
de elementos de cosmologia e de tecnologias contemporâneas.
1.8.3 Habilidades do professor de Física
Espera-se especialmente que os professores de Física do
Ensino Médio estejam preparados para desenvolver esses temas
nessa etapa escolar, com metodologias variadas, como as de
investigação, leitura, experimentação, debate e projetos de
trabalho em grupo, de forma a levarem seus alunos a enfrentar
situações-problema em contextos reais de caráter vivencial,
prático, tecnológico ou histórico, o que envolve a capacidade de:
1. Identificar, caracterizar e estimar grandezas do movimento:
observar movimentos do cotidiano em termos de variáveis
como distância percorrida, tempo, velocidade e massa; sistematizar
movimentos, segundo trajetórias, variações de velocidade
e outras características; realizar medida de tempo, percurso,
velocidade média e demais grandezas mecânicas.
2. Compreender e calcular a quantidade de movimento
linear, sua variação e conservação: a modificação nos movimentos
decorrentes de interações, como ao se dar partida a um
veículo; a variação de movimentos relacionada à força aplicada
e ao tempo de aplicação, a exemplo de freios e dispositivos de
segurança; a conservação da quantidade de movimento em
situações cotidianas; as leis de Newton na análise do movimento
de partes de um sistema mecânico e relacionadas com as leis
de conservação.
3. Conceituar e fazer uso prático de trabalho e energia
mecânica: trabalho de uma força como medida da variação do
movimento, como numa frenagem; energia mecânica em situações
reais e práticas, como em um bate-estacas; estimativa de
riscos em situações de alta velocidade.
4. Conceituar e quantificar equilíbrio estático e dinâmico:
condições para o equilíbrio de objetos e veículos no solo, na
água ou no ar; amplificação de forças em ferramentas, instrumentos
e máquinas; conservação do trabalho mecânico; evolução
do trabalho mecânico nos transportes e máquinas.
5. Conhecer e dimensionar os constituintes do universo:
massas, tamanhos, distâncias, velocidades, grupamentos e
outras características de planetas, sistema solar, estrelas, galáxias
e demais corpos astronômicos.
6. Comparar modelos explicativos do Sistema Solar (da
visão geocêntrica à heliocêntrica) e da origem e constituição do
Universo (em diferentes culturas).
7. Compreender o campo gravitacional em sua relação com
massas e distâncias envolvidas, nos movimentos junto à superfície
terrestre – quedas, lançamentos e balística, na conservação
do trabalho mecânico e das quantidades de movimento lineares
e angulares em interações astronômicas.
8. Discutir teorias e hipóteses históricas e atuais sobre
origem, constituição e evolução do universo: etapas de evolução
estelar – de sua formação à transformação em gigantes, anãs
ou buracos negros; estimativas do lugar da vida no espaço e
no tempo cósmicos; avaliação da possibilidade de existência
de vida em outras partes do Universo; evolução dos modelos
de Universo – matéria, radiações e interações fundamentais; o
modelo cosmológico atual – espaço curvo, inflação e Big Bang.
9. Conceituar calor como energia: histórico da unificação
calor-trabalho mecânico e da formulação do princípio de conservação
da energia; a conservação de energia em processos físicos,
como mudanças de estado e em máquinas mecânicas e térmicas
ou em ciclos naturais. Fazer uso de propriedades térmicas.
10. Caracterizar a operação de máquinas térmicas sem
ciclos fechados: potência e rendimento em máquinas térmicas
reais, como motores de veículos; impacto social e econômico
do surgimento das máquinas térmicas na primeira revolução
industrial.
11. Associar entropia e degradação da energia: fontes de
energia na Terra; transformações e degradação; o ciclo de energia
no universo e as fontes terrestres de energia. Interpretar ou
realizar um balanço energético nas transformações envolvidas
no uso e na geração de energia.
12. Caracterizar o som e suas fontes: ruídos e sons harmônicos;
timbres e fontes de produção; amplitude, frequência,
comprimento de onda, velocidade e ressonância de ondas mecânicas;
questões de som no cotidiano contemporâneo - audição
humana, poluição sonora, limites e conforto acústicos.
13. Caracterizar a luz e suas fontes: formação de imagens,
propagação, reflexão e refração da luz; sistemas de ampliação
da visão, como lupas, óculos, telescópios e microscópios; luz e
cor: a diferença entre cor das fontes de luz e a cor de pigmentos,
o caráter policromático da luz branca, as cores primárias no
sistema humano de percepção e nos aparelhos e equipamentos,
adequação e conforto na iluminação de ambientes.
14. Interpretar o caráter eletromagnético de diferentes
radiações e da luz e compreender suas características: emissão
e absorção de luz de diferentes cores; evolução histórica da
representação da luz como onda eletromagnética; transmissões
eletromagnéticas; produção, propagação e detecção de ondas
eletromagnéticas; equipamentos e dispositivos de comunicação,
como rádio e TV, celulares e fibras óticas; evolução da transmissão
de informações e seus impactos sociais.
15. Utilizar, conceituar e dimensionar circuitos elétricos:
aparelhos e dispositivos domésticos e suas especificações
elétricas, como potência e tensão de operação; modelo clássico
de propagação de corrente em sistemas resistivos; avaliação do
consumo elétrico residencial e em outras instalações e medidas
de economia; perigos da eletricidade e medidas de prevenção
e segurança.
16. Dominar e utilizar conceitos envolvendo correntes,
forças e campos eletromagnéticos: propriedades elétricas e magnéticas
de materiais e a interação por meio de campos elétricos
e magnéticos; valores de correntes, tensões, cargas e campos em
situações de nosso cotidiano; campos e forças eletromagnéticas;
interação elétrica e magnética, o conceito de campo e as leis de
Oersted e da indução de Faraday; a evolução das leis do eletromagnetismo
como unificação de fenômenos antes separados.
17. Compreender e dimensionar motores e geradores em
seu uso prático: constituição de motores e de geradores, a
relação entre seus componentes e as transformações de energia;
produção e consumo elétricos; produção de energia elétrica em
grande escala em usinas hidrelétricas, termoelétricas e eólicas, e
a estimativa de seu custo-benefício e seus impactos ambientais;
transmissão de eletricidade em grandes distâncias; evolução
da produção e do uso da energia elétrica e sua relação com o
desenvolvimento econômico e social.
18. Conhecer a constituição da matéria: modelos de átomos
e moléculas para explicar características macroscópicas mensuráveis;
a matéria viva e sua distinção com os modelos físicos
de materiais inanimados; os modelos atômicos de Rutherford e
Bohr; átomos e radiações; a quantização da energia na explicação
da emissão e absorção de radiação pela matéria; a dualidade
onda-partícula; as radiações do espectro eletromagnético e
seu uso tecnológico, da iluminação incandescente e fluorescente
aos raios X e ao laser.
19. Relacionar o núcleo atômico e sua constituição com sua
radiatividade: núcleos estáveis e instáveis, radiatividade natural
e induzida; a energia nuclear e seu uso médico, industrial,
energético e bélico; radiatividade, radiação ionizante, efeitos
biológicos e radioproteção; partículas elementares, evolução dos
modelos dos átomos da Grécia clássica aos quarks; a diversidade
das partículas sua detecção e identificação; a natureza e a intensidade
das forças entre partículas.
20. Demonstrar domínio conceitual e prático de eletrônica e
informática: propriedades e papéis dos semicondutores nos dispositivos
microeletrônicos - elementos básicos da microeletrônica,
no armazenamento e processamento de dados - discos magnéticos,
CDs, DVDs, leitoras e processadores; impacto social e
econômico contemporâneo da automação e da informatização.
1.8.4 Bibliografia para Física
1. AMALDI, Ugo. Imagens da física: as idéias e as experiências
do pêndulo aos quarks. São Paulo: Scipione, 2007.
2. AZEVEDO, Maria Cristina P. S. de. Ensino por investigação:
problematizando as atividades em sala de aula. In: CARVALHO,
Anna Maria Pessoa de. (Org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa
e a prática. São Paulo: Thomson, 2005. p. 19-33.
3. BEN-DOV, Yoav. Convite à Física. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 1996.
4. BERMANN, Célio. Energia no Brasil: para quê? para
quem? Crise e alternativas para um país sustentável. 2. ed. São
Paulo: Livraria da Física, 2003.
5. CACHAPUZ, Antonio et al. A necessária renovação do
ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.
6. CHAVES, Alaor S.; VALADARES, Eduardo C.; ALVES, Esdras
G. Aplicações da Física Quântica: do transistor à nanotecnologia.
São Paulo: Livraria da Física. 2005. (Temas Atuais de Física/SBF).
7. DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO,
Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos.
São Paulo: Cortez, 2003.
8. EINSTEIN, Albert; INFELD, Leopold. A evolução da Física.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2008.
9. FEYNMAN, Richard. Física em 12 lições. 2. ed. Rio de
Janeiro: Ediouro, 2009.
10. FRIAÇA, Amâncio (Org.). Astronomia: uma visão geral
do universo. São Paulo: EDUSP, 2002.
11. GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA.
Física. São Paulo: EDUSP, 2001/2005. v. 1, 2 e 3.
12. HEWITT, Paul G. Física conceitual. 9. ed. São Paulo:
Bookman, 2002.
13. OKUNO, E. Radiação: efeitos, riscos e benefícios. São
Paulo: Harbra, 1998.
14. RESNICK, Robert; HALLIDAY, David; WALKER, Jearl.
Fundamentos de física. 8. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 2009. v. 1, 2, 3 e 4.
15. ROCHA, José Fernando. Origens e evolução das idéias da
Física. Salvador: EDUFBA, 2002.
1.8.5 Documentos para Física
1. BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.
PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares
aos Parâmetros Curriculares Nacionais; Ciências da Natureza,
Matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.
pdf > Acesso em: 26 jan. 2010.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Física para
o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: <http://
www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop-
FIS-COMP-red-md-20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.9 Perfil desejado para o professor de Química
Os professores de Química do Ensino Médio devem ter
domínio dos conteúdos a serem ensinados, bem como dos
recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, com a
compreensão do significado desses conteúdos em contextos
adequados, referentes aos universos da cultura, do trabalho,
da arte, da ciência ou da tecnologia, dentre outros. Entretanto,
estes saberes devem ser articulados de maneira a possibilitar a
construção de uma visão de mundo por parte do educando em
que ele, tendo ferramentas para tomar suas próprias decisões,
se veja como um participante ativo, crítico e capaz de intervir
na realidade.
Além das características gerais esperadas de todos os professores
de Ciências da Natureza, demandam-se competências
mais específicas dos professores de Química, apresentadas a
seguir.
1.9.1 o professor de Química deve apresentar o seguinte
perfil:
1. Reconhecer a Química como parte da cultura humana,
portanto de caráter histórico, que influencia outras áreas do
saber, e é influenciada por elas.
2. Compreender o conhecimento químico como sendo
estruturado sobre o tripé: transformações químicas, materiais
e suas propriedades e modelos explicativos, entremeados pela
linguagem científica simbólica própria da Química.
3. Conhecer os conteúdos fundamentais da Química com
uma profundidade que permita identificar as ideias principais
presentes nesses conteúdos e articulá-las, estabelecendo relações
entre eles e abordando-os sob diferentes perspectivas,
tendo em vista a formação do aluno como cidadão.
4. Avaliar as relações entre os conhecimentos científicos
e tecnológicos e os aspectos sociais, econômicos, políticos
e ambientais ao longo da história e na contemporaneidade,
sendo capaz de organizar os conteúdos da Química, ao tratar
o tripé transformações – materiais – modelos explicativos, em
torno de temáticas que permitam compreender o mundo em
sua complexidade.
5. Organizar o estudo da Química a partir de fatos perceptíveis,
mensuráveis e próximos à vivência do estudante,
caminhando para as possíveis explicações mais abstratas e
que exigem modelos explicativos mais elaborados, de modo a
respeitar o nível de desenvolvimento cognitivo do estudante e
criar condições para seu desenvolvimento.
6. Compreender a ciência como construção humana, social
e historicamente situada, estando, portanto, sujeita a debates,
conflitos de interesses, incertezas e mudanças. Promover o
ensino da Química de maneira condizente com essa visão, em
contraposição à ideia de ciência como verdades absolutas e
imutáveis.
7. Propor e realizar atividades experimentais de caráter
investigativo com objetivo de conhecer fatos químicos e construir
explicações científicas fundamentadas em dados empíricos
e proposições teóricas. Desenvolver, neste percurso, habilidades
e competências científicas tais como observar, registrar, propor
hipóteses, inferir, organizar, classificar, ordenar e analisar dados,
sintetizar, argumentar, generalizar e comunicar resultados,
estando ciente das possibilidades e limitações da experimentação
no desenvolvimento e na aprendizagem da ciência.
8. Valorizar, ao propor temas para o ensino, o tratamento
de questões ambientais, de maneira articulada com outras áreas
do conhecimento, tendo em vista o desenvolvimento de atitudes
pró-ambientais, tanto em âmbito individual quanto coletivo.
9. Evidenciar, nas situações concretas da vida dos alunos,
situações em que o conhecimento químico tratado em sala de
aula se articula com a experiência cotidiana, seja refutando,
corroborando ou aprofundando as concepções prévias dos
estudantes.
10. Reconhecer o papel ativo do aluno na construção de
seu próprio conhecimento, sabendo propor atividades que
incentivem a pesquisa, a capacidade de fazer perguntas, de
analisar problemas complexos, de construir argumentações
consistentes, de comunicar ideias e de buscar informações em
diferentes fontes.
1.9.2 Habilidades do professor de Química
Espera-se que os professores de Química do Ensino Médio,
ao desenvolver os temas de ensino, considerem que estão preparando
seus alunos para que possam avaliar as relações entre o
desenvolvimento científico e tecnológico e as transformações na
sociedade e ambiente ao longo da história, bem como para ter
uma postura crítica quanto às informações de cunho científicotecnológico
veiculadas na mídia, reconhecendo a importância
da cultura científica em nossa sociedade. Assim, os professores
de Química devem estar aptos para realizar e tornar seus alunos
capazes de:
1. Identificar as transformações químicas que ocorrem no
dia-a-dia e no sistema produtivo, analisando as evidências de
interações entre materiais e entre materiais e energia, o tempo
envolvido nas interações e a reversibilidade desses processos,
representando-as por meio de linguagem discursiva e simbólica,
utilizando símbolos, fórmulas moleculares e estruturais e
equações químicas.
2. Aplicar conhecimentos sobre propriedades específicas
das substâncias para: identificar reagentes e produtos em uma
transformação química; distinguir substâncias de misturas,
avaliar e propor técnicas de separação dos componentes de
misturas de substâncias, identificar diferentes materiais, prever
o comportamento das substâncias quanto à solubilidade, flutuação
e mudanças de estado físico, e relacionar tais propriedades
aos usos que a sociedade faz de diferentes materiais.
3. Analisar reações de combustão e outras transformações
químicas de modo a: compreender aspectos qualitativos de uma
combustão; estabelecer relações entre massas de reagentes de
produtos e a energia envolvida nas transformações químicas,
fazendo previsões sobre tais quantidades; aplicar conhecimentos

sobre
poder calorífico de combustíveis; avaliar impactos ambientais
relativos à obtenção e aos usos de combustíveis e metais.
4. Descrever e historiar as ideias sobre a constituição da
matéria propostas por John Dalton utilizando-as para: explicar
as transformações químicas como rearranjos de átomos; interpretar
as leis de Lavoisier e Proust.
5. Compreender os modelos sobre a constituição da matéria
propostos por Thomson, Rutherford e Bohr utilizando-os para
explicar a natureza elétrica da matéria, as ligações químicas
entre átomos, as radiações eletromagnéticas, a radiação natural,
a existência de isótopos, relacionando o número atômico e o
número de massa e algumas das propriedades específicas das
substâncias.
6. A partir da interpretação da constituição dos materiais ao
nível microscópico, fazer previsões sobre: a polaridade de ligações
químicas e de moléculas, as interações intermoleculares, as
propriedades de substâncias iônicas, moleculares e metálicas e
de misturas de substâncias, tais como solubilidade, condutibilidade
elétrica, temperaturas de fusão e de ebulição, e o estado
físico, em determinadas condições de temperatura e pressão.
7. Considerando as modificações ocorridas ao longo do
tempo, compreender a estrutura da Tabela Periódica e os critérios
para sua organização, sabendo localizar os elementos
nos grupos (famílias) e períodos e estabelecer relações entre
posição, eletronegatividade, tipos de ligações químicas que os
átomos tendem a estabelecer e as propriedades das substâncias
formadas.
8. Compreender as ligações químicas em termos de forças
elétricas de atração e repulsão e as transformações químicas
como resultantes de quebra e formação de ligações, fazendo
previsões e representando-as por meio de diagramas, da energia
envolvida numa transformação química a partir de valores de
energia de ligação, de modo a diferenciar processos endotérmicos
e exotérmicos.
9. Estabelecer relações quantitativas envolvidas na transformação
química em termos de quantidade de matéria, massa
e energia, de modo a fazer previsões de quantidades de reagentes
e produtos e da energia envolvidas em processos que
ocorrem na natureza e no sistema produtivo, sabendo avaliar
a importância social, econômica e ambiental destas relações
nesses processos.
10. Identificar as matérias primas, os produtos formados,
os usos considerando suas propriedades específicas, envolvidos
nos processos de produção de metais, em especial do ferro e do
cobre, bem como as implicações econômicas e ambientais na
produção e no descarte desses metais.
11. Avaliar a qualidade de diferentes águas considerando
o critério brasileiro de potabilidade e a demanda bioquímica
de oxigênio, utilizando, para tal, o conceito de concentração,
e cálculos com dados expressos em diferentes unidades (g.L-1,
mol. L-1, ppm, % em massa) e temperaturas
12. Reconhecer fontes causadoras de poluição da água e
identificar os procedimentos envolvidos no tratamento de água
para consumo humano e de esgotos domésticos, aplicando
conhecimentos relativos à separação de misturas, transformações
químicas, pH e solubilidade, para a compreensão desses,
sabendo propor medidas que tenham em vista a preservação
dos recursos hídricos e o uso consciente da água tratada.
13. Compreender e aplicar os conceitos de oxidação,
redução e reatividade para explicar as transformações químicas
que ocorrem na corrosão de metais, eletrólises, pilhas e outras
transformações químicas, reconhecendo as implicações sociais e
ambientais desses processos
14. Reconhecer o ar atmosférico como fonte de materiais
úteis ao ser humano, identificando os processos industriais
envolvidos na separação de seus componentes, as utilizações
destes últimos em sistemas naturais e produtivos, em especial,
na síntese da amônia a partir dos gases nitrogênio e hidrogênio,
considerando como a temperatura e a pressão do sistema e o
uso de catalisadores afetam a rapidez e a extensão desta síntese,
viabilizando-a ou não.
15. Reconhecer e controlar as variáveis que podem modificar
a rapidez das transformações químicas e utilizar o modelo de
colisões para explicá-las, sabendo conceituar energia de ativação,
choques efetivos, assim como utilizar diagramas de energia
para representar e avaliar as variações de energia envolvidas nas
diferentes etapas das transformações químicas.
16. A partir do conhecimento da distribuição da água no
planeta e da composição das águas naturais, reconhecer a
hidrosfera como fonte de materiais úteis para o ser humano,
os processos químicos envolvidos na obtenção de materiais a
partir da água do mar, aplicando conhecimentos sobre equilíbrio
químico e identificando as variáveis que podem perturbá-lo.
17. A partir das ideias de Arrhenius e do conceito de equilíbrio
químico, interpretar e representar a ionização de ácidos,
a dissociação de bases e reações de neutralização, em meio
aquoso, estabelecendo relações quantitativas com o pH das
soluções aquosas e considerando a importância desses conhecimentos
na avaliação das características da água no ambiente e
no sistema produtivo.
18. Reconhecer a biosfera como fonte de materiais úteis ao
ser humano, identificando os principais componentes da matéria
viva, dos recursos fossilizados e dos alimentos - carboidratos,
lipídeos, proteínas e vitaminas -, utilizando representações das
estruturas das substâncias orgânicas para explicar as diferentes
funções orgânicas e o fenômeno da isomeria.
19. Compreender e avaliar os processos de obtenção de
combustíveis a partir da biomassa, de derivados do petróleo,
de carvão mineral e de gás natural, e as implicações sócioambientais
relacionadas aos usos desses materiais.
20. Avaliar de maneira sistêmica – interrelacionando os
ciclos biogeoquímicos da água, do nitrogênio, do oxigênio, e
do carbono - e sob a ótica do desenvolvimento sustentável,
as perturbações provocadas pelo ser humano na atmosfera,
hidrosfera e biosfera, tais como: emissão de gases como SO2,
CO2, hidrocarbonetos voláteis, CFCs, NO2 e outros óxidos de
nitrogênio; chuva ácida, aumento do efeito estufa, redução
da camada de ozônio, uso de detergentes, praguicidas, metais
pesados, combustíveis fósseis e biocombustíveis, para propor
ações corretivas e preventivas e busca de alternativas para a
preservação da vida no planeta.
1.9.3 Bibliografia para Química
1. BAIRD, Colin. Química ambiental. Tradução de M. A. L
Recio e L. C. M. Carrera. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
2. CANTO, E. L. Minerais, minérios, metais: de onde vêm?
para onde vão? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2008.
3. CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal? Tradução de R.
Fifer. São Paulo: Brasiliense, 2009.
4. CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios
para a educação. 2. ed. Ijuí: Unijuí, 2001.
5. GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO QUÍMICA. Interações
e Transformações: química para o Ensino Médio. São Paulo:
EDUSP, 1995/2007. livros I, II. Guia do professor, Livro do aluno.
6. GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO QUÍMICA. Interações
e Transformações: química e a sobrevivência, atmosfera,
fonte de materiais. São Paulo, EDUSP, 1998.
7. KOTZ, J. C.; TREICHELJ JR, P. M. Química geral e reações
químicas. São Paulo: Thomson, 2005/2009. v. 1 e 2.
8. MARZZOCO, A.T.; TORRES, B.B. Bioquímica básica. 3. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
9. PESSOA de CARVALHO, A. M.; GIL-PEREZ, D. (2001). Formação
de professores de ciências. 9. ed. São Paulo: Ed Cortez,
2009 (Questões da nossa época, 26).
10. QUÍMICA NOVA NA ESCOLA. São Paulo: Sociedade
Brasileira de Química, cadernos temáticos n. 1, 2, 3, 4, 5 e 7.
Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos> Acesso
em: 26 jan. 2010.
11. ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à
química ambiental. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.

12. SOLOMONS, T. W. G. Química Orgânica. Rio de janeiro:
LTC, 2009. v. 1 e 2.
13. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; SILVA, R. R. A
atmosfera terrestre. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2008. (Polêmica)
14. ZANON, L. B.; MALDANER, o A. (Orgs). Fundamentos
e propostas de ensino de Química para a Educação Básica no
Brasil. Ijuí: Unijuí, 2007.
1.9.4 Documentos para Química
1. BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.
PCN+ ensino médio: orientações educacionais complementares
aos Parâmetros Curriculares Nacionais; ciências da natureza,
matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.
pdf > Acesso em: 26 jan. 2010.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. CENP.
Oficinas temáticas no ensino público: formação continuada de
professores. São Paulo: SE/CENP, 2007. Disponível em: <http://
www.rededosaber.sp.gov.br/download.asp?IDUpload=127>
Acesso em: 26 jan. 2010.
3. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Química
para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em:
<http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
Prop-QUI-COMP-red-md-20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.10 Perfil desejado para o professor de Biologia
Os professores da Área de Ciências da Natureza devem
ter domínio dos conteúdos a serem ensinados, bem como dos
recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, compreendendo
do significado desses conteúdos não só dentro de sua
área específica de atuação, mas também em contextos variados,
como nos universos da cultura, do trabalho, da arte, da ciência
ou da tecnologia.
Além das características gerais esperadas de todos os professores
de Ciências da Natureza, demandam-se competências
mais específicas dos professores de Biologia, listadas a seguir:
1.10.1 o professor de Biologia deve apresentar o seguinte
perfil:
1. Reconhecer a Biologia como um ramo do conhecimento
científico, passível de análise, teste, experimentação e dúvida.
Reconhecer que esse campo do saber humano é gerador de
conhecimento e de avanços tecnológicos, além de contribuir
para a qualidade de vida das pessoas.
2. Reconhecer a Biologia como parte da cultura humana,
portanto de caráter histórico, que influencia outras áreas, como
as artes, as ciências humanas, as tecnologias, a produção de
bens e serviços, e é influenciada por elas.
3. Conhecer os conteúdos fundamentais da Biologia com
uma profundidade e desenvoltura que lhe permita abordá-los
sob diferentes pontos de vista, além de visualizar esses conteúdos
como caminhos para que os alunos atinjam seus próprios
objetivos pessoais.
4. Ser capaz de organizar os conteúdos da Biologia em
torno de situações de aprendizagem que sejam significativas
e desafiadoras para os alunos, respeitando suas capacidades
e limitações e em consonância com os objetivos específicos da
escola onde trabalha e da realidade que a envolve. Isto inclui
escolher e priorizar, dentro da imensa quantidade de fatos gerados
pela Biologia, aqueles que melhor se prestam para atingir
os objetivos da escola.
5. Articular os conteúdos de Biologia com os de outras áreas
do saber, promovendo o aprendizado e a integração do conhecimento
para além do seu campo específico de atuação, favorecendo
a interdisciplinaridade e demonstrando a contribuição
da sua área para a resolução de problemas reais da sociedade.
6. Evidenciar, nas situações concretas da vida dos alunos,
situações em que o conhecimento biológico tratado em sala de
aula tangencia a experiência cotidiana, seja refutando, corroborando
ou aprofundando as concepções prévias dos estudantes.
7. Ser capaz de conduzir experimentos e observações da
natureza viva, explorando não só a sua dimensão exata e didática,
mas também eventuais desvios do esperado, articulando as
observações com a teoria, utilizando essas situações para estimular
o protagonismo dos alunos na construção de seu próprio
conhecimento e para evidenciar o modo científico de pensar.
8. Valorizar aspectos regionais da fauna e da flora em suas
aulas utilizando, por exemplo, estudos de meio, sem perder de
vista observações e conclusões mais universais, orientando os
estudantes para a percepção de padrões biológicos gerais.
9. Sensibilizar os estudantes para questões ambientais e
de saúde pública, contribuindo para orientá-los em relação a
alternativas de comportamento e consumo menos agressivas
ao ambiente, a cuidados com o próprio corpo e riscos à saúde.
10. Ser capaz de mediar discussões científicas entre os estudantes,
estimulando seus interesses e instigando-os à pesquisa,
articulando de maneira consistente a experiência imediata com
as teorias científicas vigentes, orientando e depurando interesses
menos relevantes em vista dos objetivos gerais da escola.
Isso deve ser feito de modo a oferecer uma visão panorâmica
dos conteúdos, plena de significações tanto para a vida cotidiana
quanto para uma formação cultural mais rica.
1.10.2 Habilidades do professor de Biologia
O professor de Biologia deve ser capaz de utilizar os conteúdos
da área como meios para atingir o objetivo maior da
escola, que é desenvolver nos alunos competências que lhes
permitam fazer sua própria leitura do mundo, defender suas
ideias e compartilhar novas e melhores formas de ser e viver,
na complexidade em que isso é requerido. Conforme exposto
com detalhe no Currículo do Estado de São Paulo, essas competências
incluem, prioritariamente, o domínio da norma culta
da língua portuguesa, a capacidade de expressão em diferentes
linguagens e a capacidade de construir e aplicar conceitos das
várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos
e resolução de problemas.
O curso de Biologia deve colaborar para que os alunos
desenvolvam essas competências e sejam capazes de utilizarse
dos conhecimentos apreendidos na escola para elaborar
propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando
os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Para auxiliar os alunos nesse objetivo, os professores de Biologia
deverão possuir certas habilidades específicas:
1. Contextualizar os conteúdos dentro de uma visão sistêmica
da natureza, enfatizando os fluxos de energia e matéria na
manutenção da vida e a existência de ciclos globais que incluem
os seres vivos, mas estendem-se além deles.
2. Identificar, no nível das populações e comunidades,
relações de competição e de cooperação que podem levar a
oscilações nos tamanhos das populações de seres vivos.
3. Identificar fatores causadores de problemas ambientais,
tais como crescimento e adensamento da população humana,
mudanças nos padrões de produção e consumo ou interferências
artificiais nos ciclos biogeoquímicos.
4. Localizar problemas ambientais contemporâneos e apontar
ações individuais e coletivas que possam minimizá-los,
demonstrando o conhecimento de alternativas ambientalmente
menos nocivas para questões como obtenção de energia, controle
de pragas e disposição do lixo.
5. Reconhecer a saúde como bem estar físico, mental e
social, seus condicionantes (alimentação, moradia, saneamento,
meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte e lazer)
e os principais riscos à sua manutenção, tendo em conta a
realidade brasileira.
6. Reconhecer os elementos em jogo durante um experimento,
distinguindo a hipótese que está sendo testada, identificando
a existência de grupos-controle e grupos-tratamento,
além de ser capaz de fazer previsões a partir de hipóteses e
confrontá-las com os resultados observados.
7. Reconhecer a gravidez na adolescência e as doenças
sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS, como problemas
de saúde pública, apontando tanto as medidas de preven

ção quanto as consequências da aquisição dessas situações ou
doenças para a vida futura.
8. Interpretar a teoria celular como central na Biologia,
entendendo a organização celular como característica fundamental
dos seres vivos.
9. Reconhecer a importância do núcleo celular para a
reprodução da célula e caracterizá-lo como o portador das
características hereditárias.
10. Enfrentar situações-problema envolvendo a transmissão
de informação hereditária, traduzindo a informação presente em
textos para esquemas e vice-versa.
11. Reconhecer o papel dos fatores genéticos na determinação
das características dos seres vivos.
12. Associar adequadamente o DNA à transmissão de
informação hereditária, identificando as correspondências entre
a genética clássica (mendeliana) e a biologia molecular.
13. Compreender as discussões atuais sobre tecnologias
de manipulação do DNA, seus eventuais riscos e benefícios de
maneira suficiente para utilizá-las para abordar outros tópicos
de genética.
14. Reconhecer o desafio da classificação biológica, ter
familiaridade com o sistema de nomenclatura e com as representações
de parentesco entre os seres vivos.
15. Compreender a biologia das plantas e os aspectos
comparativos de sua evolução.
16. Compreender a biologia dos animais e os aspectos
comparativos de sua evolução.
17. Analisar as diferentes hipóteses e teorias em torno da
origem da vida, distinguindo a construção do conhecimento
científico de outros tipos de conhecimento.
18. Reconhecer a teoria da evolução como ideia unificadora
da Biologia e como única explicação científica para a diversidade
de seres vivos.
19. Ser capaz de analisar criticamente evidências da evolução
biológica em grupos específicos.
20. Discutir a origem do ser humano dentro do paradigma
evolucionista.
1.10.3 Bibliografia para Biologia
1. ALBERTS, B.; et al. Fundamentos da biologia celular. 2. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2006. cap. 1, 4, 6, 7, 8, 10 a 19.
2. BOUER, J. Sexo & Cia: as dúvidas mais comuns (e as
mais estranhas) que rolam na adolescência. 2 ed. São Paulo:
Publifolha, 2002.
3. CARVALHO F.H; PIMENTEL S. M. R. A célula. Barueri:
Manole, 2007.
4. CARVALHO, Isabel C. M. Educação ambiental: a formação
do sujeito ecológico. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2008. cap. 1, 3 e 5.
5. DEAN, W. A ferro e fogo: a história e a devastação da
Mata Atlântica brasileira, São Paulo: Companhia das Letras,
1996.
6. GRIFFITHS, A.J. F. et al. Introdução à Genética. 9. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. cap. 1 a 17, 19.
7. HICKMAN JR., Cleveland P.; ROBERTS, L. S.; LARSON,
Allan. Princípios Integrados de Zoologia. 11. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004.
8. KORMONDY, E. J.; BROWN, D. E. Ecologia humana. São
Paulo: Atheneu, 2002.
9. KRASILCHIK, M. Prática de ensino de Biologia. 4. ed. São
Paulo: EDUSP, 2008.
10. MARGULIS, L.; SCHWARTZ, K. V. Cinco reinos: um guia
ilustrado dos filos da vida na Terra. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2001.
11. RAVEN, P. H.; EVERT R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia
Vegetal. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. seções
4, 5, 6 e 7.
12. RIDLEY, M. Evolução. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
13. SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal. Adaptação e
meio ambiente. 5. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2002.
14. SENE, F. M. Cada caso, um caso... puro acaso - Os
Processos de evolução biológica dos seres vivos. Ribeirão Preto:
SBG, 2009.
15. TORTORA, G. J. Corpo humano: fundamentos de anatomia
e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
1.10.4 Documentos para Biologia
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Biologia
para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em:
<http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
Prop-BIO-COMP-red-md-20-03.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.11 Perfil desejado para o professor de História
As indicações a seguir apresentam o perfil do profissional
da Educação que se vislumbra para ensinar História nas escolas
da rede pública de São Paulo. Quais os aspectos de sua formação
a serem valorizados para identificar sua capacidade de ensinar
História nos níveis Fundamental e Médio? Quais os conteúdos,
inclusive teóricos, sobre os quais os professores devem mostrar
conhecimento e familiaridade e que deverão ser aplicados – a
partir de sua adequação – nas aulas da Educação Básica?
A partir dessas preocupações e reconhecendo – sem
quaisquer compromissos com formas preconceituosas de hierarquização
– as especificidades de cada nível de ensino, com suas
características e objetivos próprios, sua elaboração foi assentada
na estrutura curricular que orienta os cursos de graduação em
História, especialmente aqueles oferecidos pelas Universidades
públicas, hajà vista o fato de que eles servem de modelo à
maioria das instituições privadas. com isto, pretende-se respeitar
a formação dos professores, sem ampliar ou reduzir expectativas
que possam comprometer os padrões de qualidade que deve
ter a escola pública.
É importante registrar, ainda, que se espera do professor
a organização do aprendizado da História em harmonia com
os eixos temáticos e conceitos centrais da proposta curricular
da disciplina, como Tempo e Sociedade; História e Memória;
História e Trabalho; Cultura e Sociedade, História e Diversidade,
desenvolvendo situações para produção e difusão do conhecimento
e estudo da História por meio dos recursos disponíveis
em diferentes instituições de ensino como museus, centros de
documentação e órgãos de preservação do patrimônio cultural,
dentre outros. Mais ainda, que compreenda a importância da
memória em seus variados suportes socioculturais, identificando
o seu papel na constituição dos sujeitos, na construção do
conhecimento histórico e nas experiências sociais, e que seja
capaz de utilizar diferentes linguagens (escrita, oral, cartográfica,
musical, e imagética), visando desenvolver os estudos
da realidade histórico-social, por meio das várias produções
culturais disponíveis.
1.11.1 o professor de História deve apresentar o seguinte
perfil:
A dimensão formativa do saber histórico demanda um conjunto
de competências que se relacionam aos valores e atitudes
integrantes do conhecimento histórico e sua função social.
Nesta perspectiva, como competências gerais, os professores
de História devem apresentar condições didático-pedagógicas
que permitam:
1. Reconhecer diferenças entre as temporalidades: tempo
do indivíduo e o tempo social; tempo cronológico e tempo histórico,
identificando características dos sistemas sociais e culturais
de notação e registro de tempo ao longo da história.
2. Compreender e problematizar conceitos historiográficos,
política e ideologicamente determinados, enfatizando a importância
do uso de fontes e documentos de natureza variada para
o estudo da História.
3. Reconhecer e valorizar as diferenças socioculturais que
caracterizam os espaços sociais (escola, a localidade, a cidade, o
país e o mundo) considerando o respeito aos direitos humanos e
a diversidade cultural como fundamentos da vida social.
4. Identificar os elementos socioculturais que constituem
a formação histórica brasileira, promovendo o estudo das
questões da alteridade e a análise de situações históricas de


reconhecimento e valorização da diversidade, responsáveis pela
construção das identidades individual e coletiva.
5. Estimular o desenvolvimento da capacidade leitora, interpretativa
e analítica de situações históricas nos alunos do Ensino
Fundamental e Médio, buscando o entendimento das influências
da História nas formas de convivência social do tempo presente
e do passado.
6. Demonstrar conhecimento dos conteúdos fundamentais
que expressam a diversidade das experiências históricas através
de suas múltiplas manifestações, criando situações de ensinoaprendizagem
adequadas aos objetivos do ensino básico e à
construção do saber histórico escolar, utilizando-se, sempre que
possível, da interdisciplinaridade para construção do conhecimento
histórico.
7. Analisar características essenciais das relações sociais
de trabalho ao longo da história, reconhecendo os impactos
da tecnologia nas transformações dos processos de trabalho, e
estabelecer relações entre trabalho e cidadania.
8. Estimular a reflexão critica na análise das decisões políticas
contemporâneas, reconhecendo a importância do voto e da
participação coletiva e percebendo-se como agente da história
e seu tempo.
9. Propor e justificar um problema de investigação histórica,
estabelecendo suas delimitações (cronológica, espacial,
temática, etc.), definindo as fontes da pesquisa, as referências
analíticas, os procedimentos técnicos e produzindo análises e
interpretações utilizando-se dos conceitos, categorias e vocabulário
pertinentes ao discurso historiográfico;
10. Reconhecer o papel dos vários sujeitos históricos, percebendo
e interpretando as relações/tensões entre suas ações e as
determinações que as orientam no processo histórico.
1.11.2 Habilidades do professor de História
Em função do perfil apresentado acima, foi elaborado um
conjunto de habilidades, visando aferir se o professor está
apto a:
1. Destacar características essenciais das relações de trabalho
ao longo da história, reconhecendo a importância do
trabalho humano na edificação dos contextos histórico-sociais e
as características de suas diferentes formas na divisão temporal
formal: pré-história, antiguidade, Idade Média, modernidade e
contemporaneidade;
2. Identificar materiais que permitam observar as principais
características das civilizações antigas quanto à organização da
vida material e cultural, relevando questões centrais como o surgimento
do Estado e as formas de sociedade e de religiosidade.
3. Demonstrar a importância de estudos sobre a história da
África, identificando características essenciais do continente em
sua organização econômica, social, religiosa e cultural.
4. Definir as características dos principais sistemas dos
movimentos populacionais ao longo da História.
5. Reconhecer e analisar as principais características e resultados
do encontro entre os europeus e as diferentes civilizações
da Ásia, África e América.
6. Problematizar no processo de formação dos Estados
nacionais as permanências e descontinuidades que se relacionam
ao Renascimento cultural, urbano e comercial e suas interfaces
com a expansão marítimo-comercial dos séculos XV e XVI.
7. Destacar aspectos das sociedades pré-colombianas da
América, caracterizando as diferenças socioculturais e materiais
destas civilizações no momento do contato América-Europa.
8. Compreender e caracterizar os processos dos conflitos
religiosos e das rebeldias camponesas que culminaram na Reforma
e na Contra-Reforma entendendo-as em sua simultaneidade.
9. Compreender a influência das instituições e movimentos
político-sociais europeus sobre o espaço colonial americano,
identificando traços responsáveis pelo desenho das sociedades
que se formaram nos séculos XIX, XX e nos tempos atuais.
10. Identificar, comparar e analisar as principais características
e diferenças da colonização européia na América e
analisar o processo de independência e constituição das nações
no continente.
11. Analisar as relações entre os processos da Revolução
Industrial Inglesa e da Revolução Francesa e seu impacto sobre
os empreendimentos coloniais europeus na América, África e
Ásia.
12. Diferenciar singularidades do socialismo, do comunismo,
do anarquismo e seus desdobramentos nos Estados nacionais
liberais.
13. Conceber o processo histórico como ação coletiva de
diferentes sujeitos reconhecendo os movimentos sociais rurais
e urbanos como formas de resistência política, econômica e
cultural ao ideário capitalista em suas várias fases.
14. Reconhecer as formas atuais das sociedades como
resultado das lutas pelo poder entre as nações, compreendendo
que a formação das instituições sociais é resultado de interações
e conflitos de caráter econômico, político e cultural.
15. Reconhecer e analisar os acontecimentos desencadeadores
das guerras mundiais, identificando as razões do desenvolvimento
da supremacia dos Estados Unidos da América e do
declínio da hegemonia européia.
16. Comparar as características dos regimes autocráticos
europeus e as principais influências nazi-fascistas nos movimentos
políticos brasileiros da década de 1930.
17. Identificar acontecimentos formadores do processo político
na década de 1930 no Brasil em relação ao enfrentamento
da crise de 1929 e suas consequências sobre os movimentos de
trabalhadores da época.
18. Demonstrar as principais características do populismo
no Brasil, especialmente as propostas que orientaram a política
desenvolvimentista e o Golpe Militar de 1964.
19. Estabelecer comparações no contexto da Guerra Fria
entre a situação política latino-americana e o Brasil e caracterizar
os governos militares instalados no Brasil e, em países como
o Chile e a Argentina, pela supressão das liberdades e pelos
mecanismos utilizados pela repressão à oposição.
20. Identificar os principais movimentos de resistência aos
governos militares na América Latina e o papel das Organizações
Internacionais de Direitos Humanos.
1.11.3 Bibliografia para História
1. BITENCOURT, Circe Maria F. (org.). O saber histórico na
sala de aula. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1998.
2. BITENCOURT, Circe Maria F. Ensino de História – fundamentos
e métodos. São Paulo: Cortez, 2005.
3. BLOCH, Marc. Apologia da História ou ofício do historiador.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
4. BURKE, Peter. O que é História Cultural? Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 2005.
5. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 13. ed. São Paulo:
EDUSP, 2008.
6. FERRO, Marc. A manipulação da história no ensino e nos
meios de comunicação. A história dos dominados em todo o
mundo. São Paulo: IBRASA, 1983.
7. FONSECA, Selva G. Caminhos da História Ensinada.
Campinas: Papirus, 2009.
8. FONSECA, Selva G. Didática e Prática de Ensino de História.
Campinas: Papirus, 2005.
9. FUNARI, Pedro Paulo; SILVA, Glaydson José da. Teoria da
História. São Paulo: Brasiliense, 2008.
10. HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita
à história contemporânea. 2. ed. São Paulo: Selo Negro, 2008.
11. HEYWOOD, Linda M. (Org.). Diáspora negra no Brasil.
São Paulo: Contexto, 2008.
12. KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos,
práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003.
13. LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas:
UNICAMP, 2003. cap. “Memória”, “Documento/monumento”,
“História”, “Passado/presente”.
14. PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas
de história. São Paulo: Contexto, 2009.
15. SOUZA, Marina de Melo. África e o Brasil Africano. 2. ed.
São Paulo: Ática, 2007.
1.11.4 Documentos para História
1. BRASIL, MEC/INEP. ENCCEJA. História e geografia, ciências
humanas e suas tecnologias: livro do professor – ensino
fundamental e médio. Brasília: MEC/INEP, 2002. Disponível
em: <http://encceja.inep.gov.br/images/pdfs/historia-geografiacompleto.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. BRASIL. MEC/SEB. Orientações Curriculares para o Ensino
Médio: Ciências Humanas e suas Tecnologias; História. Brasília,
MEC/SEB, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/
arquivos/pdf/book-volume-03-internet.pdf> Acesso em: 26 jan.
2010.
3. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de História para
o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE,
2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/Prop-HIST-COMP-red-md-20-03.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
1.12 Perfil desejado para o professor de Geografia
O espaço geográfico é formado pela articulação entre objetos
técnicos e informacionais, fluxos de matéria e informação e
objetos naturais. Assim ele não é meramente um substrato sobre
o qual as dinâmicas sociais se desenrolam: é uma dimensão viva
dessas dinâmicas. O ensino de geografia destina-se a formar
cidadãos capacitados a decifrar a sociedade, por meio de sua
dimensão espacial.
No mundo contemporâneo, marcado pela aceleração dos
fluxos e pelo elevado conteúdo de ciência e tecnologia nos
processos produtivos, a trama que constitui o espaço se articula
numa totalidade mundial. Mas o mundo se expressa desigualmente
nos territórios nacionais, nas regiões e nos lugares. Esse
jogo escalar é uma ferramenta indispensável para o ensino
de geografia, pois as escalas geográficas estão sempre interrelacionadas:
é preciso, por exemplo, considerar o mundo, a
região e o território nacional na análise dos fenômenos que
ocorrem no lugar.
O processo de urbanização, por exemplo, quando analisado
na escala global, revela-se descompassado: no século XIX, com
a emergência do sistema técnico, o mundo conheceu a primeira
grande onda de urbanização, praticamente circunscrita aos
países em processo de industrialização; a partir de meados do
século XX, o ritmo da urbanização se acelera nos países mais
pobres, impulsionado sobretudo pela falência das estruturas
rurais tradicionais. O mesmo processo pode ser analisado na
escala dos territórios nacionais, revelando as disparidades
regionais internas e a lógica das redes urbanas. No espaço
intra-urbano, por sua vez, a trama de objetos técnicos e naturais
revela-se sempre única e particular, ainda que conectada ao
espaço global.
A preocupação com esse jogo escalar orientou tanto a
elaboração do corpo de competências e habilidades quanto a
seleção da bibliografia. A prova volta-se para avaliar o domínio
sobre o conteúdo curricular, que abrange tanto as competências
e habilidades quanto o corpo de conceitos que perpassam os
conteúdos programáticos.
Por isso mesmo, o arcabouço conceitual da geografia
deve estar incorporado na prova, pois ele é o ponto de partida
para uma reflexão organizada sobre a dimensão espacial da
sociedade. Diversas obras presentes na bibliografia dedicam-se
a esse tema.
Mas esses conceitos só adquirem relevância se forem
mobilizados para desvendar a dimensão espacial dos arranjos
econômicos, das estratégias políticas e das identidades culturais.
A prova aferirá se os professores são capazes de operacionalizar
os conceitos para decifrar a lógica das políticas públicas
territoriais, dos movimentos sociais, da localização espacial das
empresas, do agronegócio e do ambientalismo, além de outras
tantas que integram o temário da geografia. Mais do que isso,
os conceitos devem ser usados pelo professor para ensinar os
alunos que essas lógicas muitas vezes se enfrentam: o fazendeiro
que quer produzir mais e o ambientalista que luta por uma
legislação mais rigorosa são portadores de visões de mundo
diferentes. O professor deve ensinar os alunos a se posicionarem
de forma autônoma frente a essas diferenças. Como afirmou o
mestre Milton Santos, o território pode ser visto como recurso ou
como abrigo. Cabe ao professor de geografia reconhecer e saber
fazer reconhecer a diferença entre um e outro.
1.12.1 o professor de Geografia deve apresentar o seguinte
perfil:
1. Reconhecer e dominar conceitos e diferentes procedimentos
metodológicos com vistas a desenvolver a análise e a formulação
de hipóteses explicativas acerca da produção do espaço
geográfico e da articulação de diferentes escalas geográficas.
2. Reconhecer o caráter provisório das ciências diante da
realidade em permanente transformação, considerando a importância
das concepções teóricas e metodológicas da Geografia
para o desenvolvimento do conhecimento humano.
3. Demonstrar o domínio do conhecimento de ciências afins
da Geografia que contribuam para ampliar a capacidade de
interpretação, argumentação e expressão da realidade geográfica,
numa perspectiva interdisciplinar.
4. Compreender os fundamentos e as relações espaçotemporais
pretéritas e atuais do planeta com vistas a identificar,
reconhecer, caracterizar, interpretar, prognosticar fatos e eventos
relativos ao sistema terrestre e suas interações com as sociedades
na produção do espaço geográfico em diferentes escalas.
5. Compreender a importância e as diferentes formas de
aplicação de inovações teóricas, metodológicas e tecnológicas
para o avanço da pesquisa e do ensino em Geografia, considerando
a aprendizagem da linguagem cartográfica.
6. Reconhecer o papel das sociedades nas transformações
do espaço geográfico, decorrentes das inúmeras relações entre
sociedade e natureza, articulando procedimentos empíricos
aos referenciais teóricos da análise geográfica com vistas a
elaborar propostas de intervenção solidária em processos sócioambientais.
7. Compreender as formas de organização econômica,
política, social do espaço mundial e brasileiro, resultantes da
revolução tecnocientífica e informacional expressa pela aceleração
e intensificação dos fluxos da produção, do consumo e da
circulação de pessoas, informações e ideias.
8. Aproveitar as situações de aprendizagem disponíveis
no material didático ampliando-as por intermédio de novos
contextos, recursos didáticos e paradidáticos, considerando a
realidade local, de modo a ampliar o repertório de leitura de
mundo dos alunos.
9. Aplicar diferentes formas de avaliação do ensino-aprendizagem,
considerando-as como parte primordial do processo
de aquisição do conhecimento, reconhecendo o seu caráter
processual e sua relevância na aprendizagem.
10. Compreender a importância curricular de aprendizagens
relativas aos processos histórico-geográficos relativos à
formação cultural, política e sócio-econômica da América e da
África, considerando sua relevância e influência na formação da
identidade brasileira e latino americana.
1.12.2 Habilidades do professor de Geografia
Com base nas Competências Gerais espera-se que os professores
estejam aptos a:
1. Observar, descrever e analisar o uso e apropriação do
território brasileiro, considerando a formação sócio-espacial e as
transformações da divisão territorial do trabalho.
2. Comparar os contextos geográficos e a produção do lugar
social, no espaço e no tempo, a partir da análise da formação do
Estado Nação em diferentes regiões, das fronteiras internacionais
e da ordem mundial.
3. Ler e interpretar a dinâmica da paisagem, identificando
interações entre elementos dos sistemas naturais e padrões e
tendências das mudanças locais e globais.
4. Ler, interpretar e representar formas, estruturas e processos
espaciais, demonstrando o domínio de linguagens numéricodigitais,
gráficas e cartográficas.
5. Reconhecer, aplicar e estabelecer relações entre conhecimentos
geográficos na interpretação de textos jornalísticos,
documentos históricos, obras literárias e outras manifestações
artísticas, como pinturas, esculturas, músicas, danças e projetos
arquitetônicos.
6. Utilizar os diversos produtos e técnicas cartográficas
para localizar-se no espaço, visualizar informações, de modo a
identificar razões e intenções presentes nos fenômenos sociais
e naturais, com vistas a explicar e compreender as diferentes
formas de intervenção no território e as lógicas geográficas
desses fenômenos.
7. Identificar problemas e propor soluções decorrentes do
uso e da ocupação do solo no campo e na cidade, considerando
as políticas de gestão e de planejamento urbano, regional e
ambiental.
8. Realizar escolhas mais adequadas de técnicas e procedimentos
de análise da dinâmica ambiental, de estudos populacionais
e da produção econômica do espaço geográfico.
9. Situar o Brasil na geopolítica mundial, considerando a
globalização e sua inserção na América Latina e nos blocos
econômicos internacionais.
10. Reconhecer as distintas abordagens de análise do
espaço agrário no Brasil e no mundo, confrontando diferentes
pontos de vista.
11. Comparar padrões espaciais gerados pela produção
agropecuária e pelas cadeias produtivas industriais e pelas
novas formas de gestão no campo.
12. Compreender as transformações do mundo do trabalho
a partir das inovações tecnológicas e das interações entre diferentes
lugares na economia flexível.
13. Interpretar dados e indicadores de diferentes formas de
desigualdade social organizados em tabelas ou expressos em
gráficos e cartogramas.
14. Fazer prognósticos a respeito da crise ambiental, estabelecendo
relações de causa e efeito da intervenção humana
nos ciclos naturais, fluxos de energia e no manejo de recursos
naturais.
15. Discriminar as relações assimétricas de poder entre
os organismos internacionais (Banco Mundial, FMI, diferentes
organismos da ONU), os Estados Nações, as corporações transnacionais
e as organizações não-governamentais.
16. Comparar propostas de regionalização do espaço
mundial a partir de parâmetros econômicos, políticos e étnicoreligiosos.
17. Avaliar a situação de diferentes países e regiões da
África e da América, considerando as transformações econômicas
recentes e a inserção desigual e diferenciada no mercado
mundial.
18. Explicar os processos geológicos e geofísicos e suas
interações com a evolução da vida e a organização dos domínios
morfoclimáticos.
19. Analisar o processo de urbanização mundial, com
destaque para a metropolização, explicando a importância das
cidades globais nos circuitos da economia-mundo.
20. Discutir a dinâmica demográfica, avaliando as políticas
migratórias e a situação dos refugiados internacionais.
1.12.3 Bibliografia para Geografia
1. AB’SABER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil:
potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2007.
2. CASTELLS, Manuel. A Galáxia da internet: reflexões sobre
a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2003.
3. CASTROGIOVANNI, A. Carlos; CALLAI, Helena; KAERCHER,
Nestor André. Ensino de Geografia: práticas e textualizações
no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2001.
4. DURAND, Marie-Françoise et. al. Atlas da Mundialização:
compreender o espaço mundial contemporâneo. Tradução de
Carlos Roberto Sanchez Milani. São Paulo: Saraiva, 2009.
5. ELIAS, Denise. Globalização e Agricultura. São Paulo:
EDUSP, 2003.
6. GUERRA, José Teixeira; COELHO Maria Célia Nunes. Unidades
de Conservação: abordagens e características geográficas.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
7. HAESBAERT, Rogério; PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter.
A nova des-ordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006.
8. HUERTAS, Daniel Monteiro. da fachada atlântica à imensidão
amazônica: fronteira agrícola e integração territorial. São
Paulo: Annablume, 2009
9. MAGNOLI, Demétrio. Relações Internacionais: teoria e
história. São Paulo: Saraiva, 2004.
10. MARTINELLI, Marcelo. Mapas da Geografia e da Cartografia
Temática. São Paulo: Contexto, 2003.
11. SALGADO-LABOURIAU, Maria Léa. História ecológica da
Terra. São Paulo: Edgard Blucher, 1996.
12. SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização. Rio de
Janeiro: Record, 2004.
13. SOUZA, Marcelo Lopes. O ABC do Desenvolvimento
Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
14. THÉRY, Hervé; MELLO, Neli Aparecida. Atlas do Brasil:
disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: EDUSP, 2008
15. TOLEDO, Maria Cristina Motta de; FAIRCHILD, Thomas
Rich; TEIXEIRA, Wilson. (Org.). Decifrando a Terra. São Paulo:
IBEP, 2009.
1.12.4 Documentos para Geografia
1. BRASIL, MEC/INEP. ENCCEJA. História e geografia, ciências
humanas e suas tecnologias: livro do professor – ensino
fundamental e médio. Brasília: MEC/INEP, 2002. Disponível
em: <http://encceja.inep.gov.br/images/pdfs/historia-geografiacompleto.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. BRASIL. MEC/SEB. Orientações Curriculares para o Ensino
Médio: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Geografia. Brasília,
MEC/SEB, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/
seb/arquivos/pdf/book-volume-03-internet.pdf> Acesso em: 26
jan. 2010.
3. BRASIL. MEC/SEB. Parâmetros Curriculares Nacionais:
Geografia. Brasília, MEC/SEB, 1998. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=comcontent&
view=article&id=12640%25%203Aparametros-curriculares-%
20nacionais1o-a-4o-series&catid=195%3Aseb-educação-%
20%20basica&Itemid=859> Acesso em: 26 jan. 2010.
4. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Geografia
para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo:
SE, 2008. Disponível em: <http://www.rededosaber.sp.gov.br/
portais/Portals/18/arquivos/Prop-GEO-COMP-red-md-20-03.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
1.13 Perfil desejado para o professor de Filosofia
Este texto foi elaborado com o objetivo de apresentar,
sucintamente, o perfil do profissional da Educação que se vislumbra
para ensinar Filosofia nas escolas da rede pública de São
Paulo e, ao mesmo tempo, oferecer informações básicas sobre
competências e conteúdos que serão avaliados no concurso.
Quais os elementos de sua formação a serem valorizados para
identificar a capacidade de ensinar a disciplina nas escolas de
nível Médio? Quais os conteúdos, principalmente teóricos, sobre
os quais os professores devem mostrar conhecimento e que
deverão ser aplicados – a partir de sua necessária adequação –
nas aulas da Ensino Básica?
Considerando as especificidades de cada nível de ensino,
com suas características e objetivos próprios, este documento
está alicerçado na estrutura curricular que orienta o desenvolvimento
dos cursos de graduação em Filosofia, tanto aqueles
oferecidos pelas Universidades públicas, quanto os ministrados
nas instituições privadas, com o que se pretende valorizar a
formação dos professores, sem ampliar ou reduzir expectativas
reaque
possam comprometer os padrões de qualidade que deve
ter a Escola Pública.
Os cursos de graduação em Filosofia oferecidos no País,
como é sabido, visam à formação de bacharéis e/ou licenciados.
O Bacharelado caracteriza-se, principalmente, pela ênfase na
pesquisa, direcionando os formandos aos programas de pósgraduação
em Filosofia e ao magistério superior. A Licenciatura
– que aqui nos interessa mais diretamente – está voltada,
sobretudo, para o ensino de Filosofia no nível Médio. Em termos
de conteúdo e qualidade, entretanto, as duas habilitações devem
oferecer os mesmos conteúdos básicos, ou seja, uma sólida
formação em história da Filosofia, que “capacite para a compreensão
e a transmissão dos principais temas, problemas, sistemas
filosóficos, assim como para a análise e reflexão crítica da realidade
social (...). Bacharelado e Licenciatura diferenciam-se antes
pelas suas finalidades, sendo que do licenciado se espera uma
vocação pedagógica que o habilite para enfrentar com sucesso
os desafios e as dificuldades inerentes à tarefa de despertar os
jovens para a reflexão filosófica, bem como transmitir aos alunos
do Ensino Médio o legado da tradição e o gosto pelo pensamento
inovador, crítico e independente”. (1)
A partir desses compromissos, com o objetivo de orientar
os candidatos em sua preparação para o concurso, apresentamos
um quadro sintético de temas que poderão constituir um
referencial básico para o professor, esclarecendo, ainda, que ele
foi elaborado em direta sintonia com o currículo implantado,
em 2008, pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.
I – Temas e conteúdos:
* o ensino de filosofia e suas indagações na atualidade.
A tradução do saber filosófico. Estratégias didáticas e seleção
dos conteúdos. Os objetivos da filosofia no Ensino Médio. A
contribuição das aulas de filosofia para o desenvolvimento do
senso crítico.
* a Filosofia: a atitude filosófica e o seu caráter crítico,
reflexivo e sistemático. Temas e áreas tradicionais da filosofia:
História da Filosofia, Metafísica, Ética, Filosofia Política, Epistemologia,
Teoria do Conhecimento, Lógica e Filosofia da arte
ou Estética.
* Técnica e ciência. A ciência e seus métodos. A razão instrumental.
O pensamento filosófico e sua relação com as ciências.
* o pensamento filosófico e as concepções de política:
a política antiga e medieval. O liberalismo: antecedentes e
desenvolvimento. O socialismo. A democracia: histórico do ideal
democrático. A cidadania.
* o racionalismo ético e os princípios da vida moral:
Sócrates e Aristóteles. Os epicuristas, hedonistas e estóicos. O
formalismo kantiano. Os críticos do racionalismo ético.
* Temas contemporâneos: os direitos humanos – ideal e
histórico.
* História da Filosofia: Os modos de pensar que antecederam
a filosofia na Grécia Antiga: o mito e a tragédia. As condições
históricas para o surgimento da filosofia na Grécia Antiga
e as características da filosofia nascente. Filosofia Antiga: dos
pré-socráticos ao período helenístico. A Patrística e a Escolástica.
O período moderno (séculos XV a XVIII) e seus temas: antropocentrismo,
humanismo, a revolução científica, a emergência do
indivíduo e do sujeito do conhecimento. Os procedimentos da
razão. As teorias políticas do período. O período contemporâneo
(séculos XIX e XX) e seus temas. Razão e natureza, razão e
moral. As críticas a moral racionalista. As indagações sobre a
técnica. A noção de ideologia. A inserção das questões econômicas
e sociais. Os questionamentos da filosofia da existência.
1.13.1 o professor de Filosofia deve apresentar o seguinte
perfil:
As características de um professor de Filosofia para atuar na
escola básica devem associar domínio do conhecimento específico
da área, expresso no contato com autores, temas e problemas
que constituem a história da Filosofia e vocação pedagógica
que habilite o docente para enfrentar os desafios e dificuldades
inerentes à tarefa de despertar os jovens para a importância
da reflexão filosófica. Assim, em síntese, lembrando a sempre
oportuna afirmação de Kant de que “não se ensina Filosofia,
ensina-se a Filosofar”, espera-se que o candidato esteja apto a:
1. Elaborar reflexões sobre o caráter crítico, reflexivo e
sistemático da atitude filosófica, aplicadas aos temas e áreas
tradicionais da Filosofia: História da Filosofia, Metafísica, Ética,
Filosofia Política, Epistemologia, Teoria do Conhecimento, Lógica
e Filosofia da arte ou Estética.
2. Identificar e desenvolver reflexões sobre as principais
características da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea.
3. Desenvolver com os alunos formas de consciência crítica
sobre conhecimento, razão e realidade social, histórica e política,
formulando e propondo, em linguagem filosófica, soluções para
problemas nos diversos campos do conhecimento;
4. Analisar e interpretar textos teóricos, segundo os procedimentos
de técnica hermenêutica;
5. Compreender a importância das questões acerca do
sentido e da significação da própria existência e das produções
culturais;
6. Identificar a integração necessária entre a Filosofia e a
produção científica e artística, bem como com o agir pessoal
e político;
7. Aplicar o conhecimento filosófico na análise de temas e
problemas contemporâneos, relacionados aos direitos humanos
e às questões de alteridade, visando à compreensão e superação
das variadas formas de preconceito e humilhação.
8. Relacionar o exercício da crítica filosófica com a promoção
integral da cidadania e com o respeito à pessoa, dentro da
tradição histórica de defesa dos direitos humanos.
9. Reconhecer e analisar os principais elementos formadores
dos conceitos de Mito, Cultura, Alteridade, Etnocentrismo e
Relativismo Cultural.
10. Reconhecer em textos e/ou imagens elementos que
identifiquem o papel da Arte na inserção ao universo subjetivo
das representações simbólicas.
1.13.2 Habilidades do professor de Filosofia
1. A partir de textos, analisar as correntes do pensamento
filosófico, para compreender de que forma foram construídos os
alicerces do conhecimento científico e da cultura, em diferentes
tempos e por diferentes povos.
2. Analisar e interpretar textos teóricos, segundo os procedimentos
de técnica hermenêutica.
3. Identificar, a partir de textos, as principais características
da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea.
4. A partir de textos, analisar os pressupostos do conhecimento
científico, reconhecendo e analisando os principais
fatores sócio-culturais que interferem na atividade científica.
5. Construir uma visão crítica da ciência, superando o entendimento
de conhecimento científico como verdade absoluta.
6. Desenvolver noções sobre os limites da racionalidade
e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o diálogo baseado nas
questões de alteridade.
7. Reconhecer e analisar os principais elementos formadores
dos conceitos de Mito, Cultura, Alteridade, Etnocentrismo e
Relativismo Cultural.
8. Estabelecer a distinção entre o “filosofar” espontâneo,
próprio do senso comum, e o filosofar propriamente dito, típico
dos filósofos especialistas;
9. Reconhecer em textos e/ou imagens elementos que identifiquem
o papel da arte na inserção ao universo subjetivo das
representações simbólicas.
10. Compreender de que forma os fundamentos da Filosofia
Política permitem identificar as funções do Estado, suas diversas
concepções e as formas como as teorias políticas interferem no
desenho das sociedades.
11. Compreender as diferenças entre moral e ética e identificar,
a partir da História da Filosofia, os fundamentos básicos
da Ética e dos valores que a definem, por meio de textos que

expressem o pensamento filosófico de Sócrates, Aristóteles e
Epicuro.
12. Analisar, por meio de textos e/ou iconografias, situações
que expressem individualidades falsas ou pseudo-individualidades,
a partir da industrialização e produção em série de
mercadorias culturais.
13. Desenvolver reflexões sobre os conceitos de indústria
cultural e alienação moral e suas relações com os meios de
comunicação.
14. Desenvolver reflexões sobre a condição estética e existencial
dos seres humanos.
15. Analisar as relações entre cultura e natureza.
16. Compreender os fundamentos e conceitos centrais das
principais correntes do pensamento político contemporâneo
(anarquismo, socialismo e liberalismo).
17. Problematizar o mundo do trabalho e da política a partir
de teorias filosóficas.
18. Compreender o conceito de liberdade com base nas
teorias filosóficas.
19. Analisar a condição dos seres humanos, a partir de
reflexão filosófica sobre diferenças e igualdades entre homens
e mulheres.
20. Reconhecer a relevância da reflexão filosófica para
análise dos temas e problemas que atingem as sociedades contemporâneas,
especialmente os relacionados às variadas formas
de preconceito e humilhação.
1.13.3 Bibliografia para Filosofia
1. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo:
Martins Fontes, 2007.
2. ARENDT, Hannah. A condição humana. 10. ed. Rio de
Janeiro: Forense Universitária, 2005.
3. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
4. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia, 13. ed. São Paulo:
Ática, 2003.
5. COMTE-SPONVILLE, André. Apresentação da filosofia. São
Paulo: Martins Fontes, 2003.
6. DESCARTES, René. Discurso do Método/Meditações. São
Paulo: Martin Claret, 2008.
7. EPICURO. Pensamentos. São Paulo: Martin Claret, 2005.
(A Obra-Prima de cada autor).
8. MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de ética: de Platão a
Foucault. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
9. MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 6. ed. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
10. MORTARI, Cezar. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP,
2001.
11. PLATÃO. A República. São Paulo: Martin Claret, 2000.
12. RIDENTI, Marcelo; REIS, Daniel Aarão (Org.). História do
Marxismo no Brasil: partidos e movimentos após os anos 1960.
Campinas: UNICAMP, 2007. v. 6.
13. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. Disponível
em: <http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/contrato.pdf> Acesso em:
26 jan. 2010.
14. WEFFORT, Francisco C. (Org.) Os clássicos da política.
São Paulo: Ática, 2006. v. 1 e 2.
15. WIGGERSHAUS, Rolf: a Escola de Frankfurt. História,
desenvolvimento teórico, significação política. Rio de Janeiro:
DIFEL, 2002.
1.13.4 Documentos
1. BRASIL. MEC/SEB. Orientações Curriculares para o Ensino
Médio: Ciências Humanas e suas Tecnologias: Filosofia. Brasília,
MEC/SEB, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/
arquivos/pdf/book-volume-03-internet.pdf> Acesso em: 26 jan.
2010.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Filosofia para
o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: <http://
www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop-
FILO-COMP-red-md-20-03.pdf> e <http://www.rededosaber.
sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Grade-FILO-Volume-1-cor.
pdf> Acessos em: 26 jan. 2010.
1.14 Perfil desejado para o professor de Sociologia
O ensino da sociologia não envolve apenas a manipulação e
o domínio da discussão sociológica contemporânea ou clássica,
mas também, o cuidado e o respeito pelos conhecimentos e pela
vivência dos alunos. Mais do que ser capaz de estabelecer com
os jovens os debates mais atuais e sofisticados em sociologia
o professor deve exercitar junto aos jovens uma certa sensibilidade
sociológica para a sua realidade mais próxima e para
questões mais amplas da atualidade, por meio da discussão de
temas consagrados da análise sociológica.
1.14.1 o professor de Sociologia deve apresentar o seguinte
perfil:

1. Contribuir para o estabelecimento da distinção entre o conhecimento de senso comum e o conhecimento científico, e explicitar a especificidade da tarefa do sociólogo enquanto cientista social.

2. Entender que o conhecimento sociológico é produzido a partir de uma postura diante dos fatos sociais, marcada pelo estranhamento e desnaturalização, compreendendo que os processos sociais são fruto de fenômenos históricos, culturais e sociais.

3. Compreender que o ensino da sociologia deve ter como
objetivo desenvolver no aluno um olhar sociológico ou uma
sensibilidade sociológica que lhe permita entender o seu lugar
na sociedade e situar-se nela.
4. Dominar os conhecimentos sociológicos necessários que
permitam ao aluno perceber as dinâmicas de relação e interação
sociais e construir explicações a respeito da sociedade e de suas
transformações.
5. Compreender que o ensino das ciências sociais deve
propiciar o conhecimento da e o respeito à sociedade brasileira,
de sua posição no contexto internacional, bem como da diversidade,
das desigualdades e diferenças que a constituem.
6. Ser capaz de, ao desenvolver as atividades pedagógicas,
a partir do aluno, do seu contexto social de origem, das suas
vivências e experiências como forma de introdução, desenvolvimento
e apreensão do saber sociológico.
7. Promover e valorizar a capacidade de elaboração de um
conhecimento crítico a respeito das questões sociais, incentivando
a autonomia intelectual.
8. Reconhecer a importância da formalização dos direitos
de cidadania, do conhecimento sobre o papel do cidadão e da
participação política, desenvolvendo formas de reflexão e debate
que capacitem o aluno a exercer de forma plena e consciente
seus direitos e deveres civis, sociais e políticos.
9. Dominar as teorias clássicas e contemporâneas da sociologia,
das metodologias científicas de investigação e das formas
de ensiná-las, adequando-as à capacidade cognitiva dos alunos.
10. Reconhecer a importância da pesquisa como recurso
didático fundamental para o desenvolvimento do olhar sociológico,
envolvendo o aluno em situações que lhe permitam
observar e refletir criticamente sobre o mundo que o cerca. Ter
o domínio do conhecimento teórico e metodológico necessário
para a elaboração de um projeto de pesquisa, a definição do
problema de investigação e o levantamento e análise de dados.
1.14.2 Habilidades do professor de Sociologia
1. Reconhecer a especificidade do conhecimento sociológico,
enquanto forma de conhecimento científico que permite
compreender e explicar a sociedade, segundo critérios metodológicos
objetivos, esclarecendo a diferença entre senso comum e
ciência, e considerando a distinção entre as principais correntes
sociológicas e a compreensão do processo de nascimento e
desenvolvimento da sociologia.
2. Entender o significado antropológico do estranhamento
como postura metodológica que orienta a prática científica, com
o objetivo de entender e explicar as razões de determinados
fenômenos sociais. Compreender a atitude de conhecer a rea-

lidade social questionando-a e construindo um distanciamento
em relação a ela.
3. Compreender a desnaturalização como a atitude de não
tomar como naturais os acontecimentos, as explicações e concepções
existentes a respeito da vida em sociedade, recusando
os argumentos que “naturalizam” as ações e relações sociais.
4. Identificar o processo social básico na vida de todo
ser humano – o processo de socialização – determinando
suas características, a maneira pela qual os indivíduos agem
e reagem diante dos outros e convivem em diferentes grupos
e espaços de sociabilidade, de maneira a expressar as formas
de interiorização das normas, regras, valores, crenças, saberes
e modos de pensar que fazem parte da herança cultural de um
grupo social humano.
5. Compreender como se dá a construção social da identidade,
explicitando seu caráter processual e relacional, considerando
que é na relação com o outro, marcada pela diferença, que
o indivíduo expressa o seu pertencimento a determinado grupo
social. Saber que essa construção identitária se dá por meio de
símbolos que ajudam o indivíduo a construir identidades para
si e para o outro.
6. Apreender a ideia de cultura de um ponto de vista
antropológico e identificar suas características. Reconhecer
que a unidade entre todos os seres humanos é o fato de que o
homem é um ser cultural, entendendo o papel da cultura e do
instinto da vida dos homens, considerando que a humanidade
só existe na diferença.
7. Identificar o que une e o que diferencia os seres humanos,
qual é a relação do homem com seus instintos e o que o
separa dos outros animais. Esclarecer o que é etnocentrismo,
relativismo cultural, determinismo biológico e determinismo
geográfico e seus limites e possibilidades para a compreensão
das diferenças entre os homens.
8. Reconhecer a existência da desigualdade social, apontando
as diferenças que situam indivíduos e grupos em posições
hierarquicamente superiores e inferiores na estrutura social.
Reconhecer a existência de desigualdades com base em atributos
sociais como idade, sexo, ocupação, renda, raça ou cor
da pele, classe etc. e que estabelecem diferenças no acesso às
condições de vida.
9. Compreender criticamente a noção de raça e etnia.
Distinguir as diferentes abordagens sociológicas do conceito de
classe e de estratificação social.
10. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Émile
Durkheim: Compreender os conceitos de çõesão social, solidariedade
e a função da divisão social do trabalho em Durkheim.
11. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Karl Marx.
Identificar o trabalho como mediação entre o homem e a natureza
e ter clareza sobre os conceitos de divisão do trabalho, processo
de trabalho e relações de trabalho. Discutir os conceitos
de fetichismo da mercadoria, alienação no processo de produção
capitalista e acumulação primitiva.
12. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Max Weber.
Entender a afinidade eletiva entre a ética protestante e o espírito
do capitalismo.
13. Explicar as transformações no processo e na organização
do trabalho e suas implicações no emprego e desemprego
na atualidade. Identificar o perfil daquelas categorias sociais
mais atingidas pelo desemprego no Brasil. Ter noções da situação
do jovem no mercado de trabalho brasileiro.
14. Identificar criticamente a problemática da violência no
contexto brasileiro. Reconhecer as diferentes formas de violência:
simbólica, física e psicológica.
15. Identificar e compreender de forma crítica como a violência
doméstica, a violência sexual e a violência na escola são
exercidas em suas diferentes formas. Estabelecer uma reflexão
crítica quanto ao papel de professores, gestores e alunos na
produção e reprodução da violência.
16. Analisar criticamente as condições de exercício da
cidadania no Brasil ao longo da sua história. Distinguir o que
são direitos civis, direitos políticos, direitos sociais e direitos
humanos. Compreender a relação entre a formação do Estado
brasileiro e a constituição dos direitos civis, políticos, sociais e
humanos no Brasil.
17. Elaborar uma reflexão crítica sobre a formalização dos
direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação,
bem como a respeito dos direitos e dos deveres do cidadão.
Conhecer e estudar as principais leis que permitem o exercício
da cidadania e identificar a ampliação dos direitos de cidadania
a grupos sociais específicos, como mulheres, indígenas e negros.
18. Compreender os conceitos, os elementos constitutivos
e as características do Estado. Distinguir entre os conceitos
de Estado e governo e identificar as formas de governo no
Estado moderno e identificar e reconhecer diferentes sistemas
de governo.
19. Analisar a organização política do Estado brasileiro,
com a divisão dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e
identificando sua natureza e funções.
20. Demonstrar noções claras sobre o funcionamento das
eleições no Brasil, a formação dos partidos, a importância do
voto e o papel do eleitor no sistema democrático.
1.14.3 Bibliografia para Sociologia
1. BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social
da realidade, Petrópolis: Vozes, 2006.
2. BRAVERMAN, Harry. Trabalho e capital monopolista: a
degradação do trabalho no século XX. Rio de Janeiro: LTC, 1987.
cap. 1, 2 e 3.
3. BRYM, Robert, J. et al. Sociologia: uma bússola para um
novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
4. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
5. CICCO, C.; GONZAGA, Álvaro de A. Teoria Geral do Estado
e Ciência Política. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009.
6. CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas ciências sociais.
2. ed. Bauru: EDUSC, 2002.
7. DAMATTA, Roberto. A Antropologia no quadro das ciências.
In: -------. Relativizando: uma introdução à antropologia
social. Rio de Janeiro: Rocco, 1981. p. 17-57.
8. DUBAR, Claude. A socialização: construção das identidades
sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
9. GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed,
2008.
10. GOFFMANN, Erving. A representação do Eu na vida
cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2009.
11. GUIMARÃES, Antonio Sérgio A. Racismo e anti-racismo
no Brasil. 34. ed. São Paulo: Fundação de Apoio à Universidade
de São Paulo, 1999.
12. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico.
23. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
13. MARRA, Célia A. dos Santos. Violência escolar: a percepção
dos atores escolares e a repercussão no cotidiano da escola.
São Paulo: Annablume, 2007.
14. PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla B. (org.) História da Cidadania.
São Paulo: Contexto, 2003.
15. SANTOS, Vicente Tavares dos. Violências e conflitualidades.
Porto Alegre: Tomo Editorial, 2009.
1.14.4 Documentos para Sociologia
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta
Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Sociologia
para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2009. Disponível em:
<http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
PPC-soc-revisado.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2 PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
O professor atuante na modalidade de Educação Especial
deve ter como princípio a Educação Inclusiva, partindo do

pressuposto de que todos os alunos têm direito de estar juntos,
convivendo e aprendendo.
O professor especializado deve estar atento às possibilidades
de acesso, tanto físico como de comunicação, a partir
do conhecimento dos recursos necessários e disponíveis, o que
permite o desenvolvimento pleno do humano.
Aliado a isso, coloca-se a questão didática, pois o professor
especializado deve ter a clareza das características próprias
de seu trabalho, que não pode avançar sobre aquele da sala
comum. Guarda-se, assim, uma relação dialética entre o professor
da sala comum e o professor especializado, devendo ser
próprio deste último a competência para trabalhar com o aluno
as questões relativas às dificuldades geradas pela deficiência.
Não pode ser esquecida, também, a amplitude do olhar que
o professor especializado deve ter em relação a seus colegas da
sala comum, à equipe escolar como um todo e à comunidade,
principalmente, à família do aluno.
Enfim, impõe-se ao professor especializado a percepção
das contínuas mudanças sociais que foram se concretizando ao
longo do tempo, tendo como referência a questão da diversidade.
Neste contexto, é importante o conhecimento da evolução
das políticas públicas, refletidas na legislação atual, principalmente
no que se refere ao Brasil e ao estado de São Paulo.
2.1 o professor de Educação Especial deve apresentar o
seguinte perfil
1. Demonstrar conhecimento dos aspectos históricos da
relação da sociedade com as deficiências e com a pessoa portadora
de deficiência.
2. Conhecer as várias tendências de abordagem teórica da
educação em relação às pessoas que apresentam necessidades
educacionais especiais.
3. Ser capaz de produzir e selecionar material didático com
vistas ao trabalho pedagógico.
4. Dominar noções dos aspectos fisiológicos e clínicos das
deficiências.
5. Identificar as necessidades educacionais de cada aluno
por meio de avaliação pedagógica.
6. Elaborar Plano de Atendimento no Serviço de Apoio
Pedagógico Especializado – SAPE, visando intervenção pedagógica
nas áreas do desenvolvimento global e encaminhamentos
educacionais necessários.
7. Desenvolver com os alunos matriculados em classes
comuns atividades escolares complementares, submetendo-as a
flexibilizações, promovendo adaptações de acesso ao currículo e
recursos específicos necessários.
8. Conhecer os indicadores que definam a evolução do
aluno em relação ao domínio dos conteúdos curriculares e
elaborar os registros adequados.
9. Interagir com seus pares, com a equipe escolar como
um todo, com a família e com a comunidade, favorecendo a
compreensão das características das deficiências.
10. Utilizar-se das diversas contribuições culturais para facilitar
aos alunos sua compreensão e inserção no mundo.
2.2 Habilidades do professor de Educação Especial
2.2.1 Deficiência Física
1. Identificar os vários aspectos de como se apresentam
a deficiência e decidir sobre os recursos pedagógicos a serem
utilizados.
2. Conhecer os Recursos de Comunicação Alternativa.
3. Conhecer Recursos de Acessibilidade ao Computador.
4. Reconhecer e identificar materiais pedagógicos: engrossadores
de lápis, plano inclinado, tesouras adaptadas, entre
outros.
5. Identificar formas adequadas de acompanhamento do
uso dos recursos alternativos em sala de aula comum.
2.2.2 Deficiência Auditiva
1. Identificar aspectos culturais próprios da comunidade
surda.
2. Dominar a metodologia de ensino da Língua Portuguesa
para Surdos.
3. Dominar a metodologia do ensino da Língua Brasileira
de Sinais – LIBRAS.
4. Dominar o ensino com LIBRAS.
5. Reconhecer e identificar materiais didáticos e pedagógicos
com base na pedagogia visual e na Libras, entre outros.
2.2.3 Deficiência Visual
1. Dominar o ensino do Sistema Braille.
2. Demonstrar o domínio de conhecimentos sobre orientação
e mobilidade e sobre atividades da vida autônoma.
3. Dominar conhecimentos para uso de ferramentas de
comunicação: sintetizadores de voz para ler e escrever por meio
de computador.
4. Dominar a técnica de Soroban.
5. Identificar material didático adaptado e adequado, de
acordo com a necessidade gerada pela deficiência (visão subnormal
ou cegueira).
2.2.4 Deficiência Intelectual
1. Identificar e ser capaz de avaliar a necessidade de elaboração
de Adaptação Curricular.
2. Diante de situações de diagnóstico, ser capaz de avaliar a
necessidade de Currículo Natural Funcional para a vida prática,
e habilidades acadêmicas funcionais.
3. Identificar materiais didáticos facilitadores da aprendizagem
como alternativas de se atingir o mesmo objetivo proposto
para sala do ensino comum, levando em conta os limites impostos
pela deficiência.
4. Identificar habilidades básicas de autogestão e específicas
visando o mercado de trabalho.
5. Reconhecer situações de favorecimento da autonomia do
educando com deficiência intelectual.
2.3 Bibliografia para Educação Especial
2.3.1 Deficiências/Inclusão - Geral
1. BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Diferença.
Campinas: Papirus, 1998.
2. CARVALHO, Rosita Edler. Educação Inclusiva com os
Pingos nos Is. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
3. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar: o que é ?
por quê? como fazer? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
4. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial
no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
5. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: contextos sociais.
Porto Alegre: Artmed, 2003.
6. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma
sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
7. STAINBACK, S.; STAINBACK, W. Inclusão: um guia para
educadores. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre:
Artmed, 1999.
2.3.2 Deficiência Auditiva
8. GOES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Campinas:
Autores Associados, 1996.
9. GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição
numa perspectiva sóciointeracionista. São Paulo: Plexus, 1997.
10. SKLIAR, Carlos. A surdez: um olhar sobre as diferenças.
3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
2.3.3 Deficiência Física
11. BASIL, Carmen. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento
e educação. In: COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESI,
A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas
especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed,
1995. v. 3. p. 252-271.
2.3.4 Deficiência Mental
12. AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION.
Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio.
Tradução de Magda França Lopes. 10. ed. Porto Alegre: Artmed,
2006.
13. OMS - Organização Mundial da Saúde. CIF: Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. São
Paulo: EDUSP, 2003.
2.3.5 Deficiência Visual
14. AMORIN, Célia Maria Araújo de; ALVES, Maria Glicélia.
A criança cega vai à escola: preparando para alfabetização. São
Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008.
15. LIMA, Eliana Cunha; NASSIF, Maria Christina Martins;
FELLIPE, Maria Cristina Godoy Cryuz. Convivendo com a baixavisão:
da criança à pessoa idosa. São Paulo: Fundação Dorina
Nowill para Cegos, 2008.
2.4 Documentos para Educação Especial
2.4.1 Deficiências/Inclusão - Geral
1. ONU. Convenção sobre os direitos das pessoas com
deficiência. 2006. Ratificada pelo Brasil, através do Decreto
Legislativo de 11/06/2008 – Preâmbulo, Art. 1º ao 5º, 7º ao 8º e
24. Disponível em: <http://cape.edunet.sp.gov.br/cape-arquivos/
convenção-onu.asp> Acesso em: 26 jan. 2010.
2. ONU. Declaração de Salamanca. 1994. Disponível em:
<http://cape.edunet.sp.gov.br/cape-arquivos/declaração-salamanca.
asp> Acesso em: 26 jan. 2010.
3. BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais:
adaptações curriculares; estratégias para a educação de alunos
com necessidades educacionais especiais. Brasília, MEC/SEF,
1998. Disponível em: <http://www.musica.ufrn.br/licenciatura/
pcn.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
4. BRASIL. MEC/SEESP. Política Nacional de Educação Especial
na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, MEC/SEESP,
2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/
politicaeducespecial.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2.4.2 Deficiência Auditiva
5. BRASIL. MEC/SEESP. Atendimento educacional especializado:
pessoa com surdez. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee-da.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
6. BRASIL. MEC/SEESP. Saberes e práticas da inclusão:
desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades
educacionais especiais de alunos surdos. Brasília: MEC/
SEESP, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/
arquivos/pdf/alunossurdos.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
7. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Leitura,
escrita e surdez. Organização de Maria Cristina da Cunha
Pereira. 2. ed. São Paulo: FDE, 2009. Disponível em: <http://
cape.edunet.sp.gov.br/textos/textos/leituraescritaesurdez.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
2.4.3 Deficiência Física
8. BRASIL. MEC/SEESP. Atendimento educacional especializado:
deficiência física. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee-df.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
9. BRASIL. MEC/SEESP. Portal de ajudas técnicas para
educação: equipamento e material pedagógico para educação,
capacitação e recreação da pessoa com deficiência física: recursos
pedagógicos adaptados. Brasília: MEC/SEESP, 2002. fascículo
1. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/
rec-adaptados.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
10. BRASIL. MEC/SEESP. Portal de ajudas técnicas para
educação: equipamento e material pedagógico para educação,
capacitação e recreação da pessoa com deficiência física:
recursos para comunicação alternativa. Brasília: MEC/SEESP,
2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/
pdf/ajudas-tec.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
11. BRASIL. MEC/SEESP. Saberes e práticas da inclusão:
desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades
educacionais especiais de alunos com deficiência física/
neuromotora. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: <http://
portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/alunosdeficienciafisica.
pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2.4.4 Deficiência Mental
12. BRASIL. MEC/SEESP. Atendimento Educacional Especializado:
Deficiência Mental. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee-dm.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
13. BRASIL. MEC/SEESP. Educação Inclusiva: atendimento
educacional especializado para a deficiência mental. Brasília:
MEC/SEESP, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/
seesp/arquivos/pdf/defmental.pdf> Acesso em: 26 jan. 2010.
2.4.5 Deficiência Visual
14. BRASIL. MEC/SEESP. Atendimento Educacional Especializado:
Deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee-dv.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
15. BRASIL. MEC/SEESP. A construção do conceito de número
e o pré-soroban. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/pre-soroban.pdf>
Acesso em: 26 jan. 2010.
16. BRASIL. MEC/SEESP. Grafia Braille para a Língua Portuguesa.
Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiaport.pdf> Acesso em: 26
jan. 2010.
17. BRASIL. MEC/SEESP. Orientação e Mobilidade: conhecimentos
básicos para a inclusão da pessoa com deficiência
visual. Brasília: MEC/SEESP, 2003. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ori-mobi.pdf> Acesso em: 26 jan.
2010.
2.5 Legislação para Educação Especial
2.5.1 Federal
1. LEI N.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece
as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 4º, Inc. III, Art.
58, Par 1º a 3º, Art. 59, Art. 60. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394-ldbn1.pdf> Acesso em:
26 jan. 2010.
2.5.2 Estadual
2. DELIBERAÇÃO CEE N.º 68/2007. Fixa normas para a
educação de alunos que apresentam necessidades educacionais
especiais, no sistema estadual de ensino. Disponível em: <http://
www.ceesp.sp.gov.br/Deliberações/de-68-07.htm> Acesso em:
26 jan. 2010.
3. RESOLUÇÃO SE N.º 11/2008, de 31 de janeiro de 2008.
Dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades
educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino
e dá providências correlatas. Disponível em: <http://siau.edunet.
sp.gov.br/ItemLise/arquivos/11-08.HTM> Acesso em: 26 jan.
2010.
4. RESOLUÇÃO SE N.º 31/2008, de 24 de março de 2008.
Altera dispositivo da Resolução nº 11, de 31 de janeiro 2008.
Disponível em: <http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/
31-08.HTM> Acesso em: 26 jan. 2010.

 

 
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